Ventura V

Eu nunca disse, não de forma direta, o que me ligava a Marcela, mas sempre deixei bem claro os meus sentimentos por ela. Anda tudo tão confuso estes dias, não sei, sinto-a meio diferente. Calada, distante, cada vez menos ‘aqui’. Marcela acende em mim aquele desejo intenso de tê-la por perto, não sei dizer exatamente o que nela, mas posso dizer que tudo nela me atrai, e não é mais segredo. Eu procuro-a, crio mil motivos para fazer brotar algumas palavras dela. Gosto de fazê-la sorrir, isso me faz bem, pois o humor dela estando bem, ou mesmo que não esteja, mas só de eu conseguir deixá-la melhor isso me faz acreditar que eu ainda posso acreditar. E sobre isso, ela sabe? Não sei, espero que não. Espero que ela sempre tenha pensado que eu não falava sério, para fazer valer quando for verdadeiro. E se ela vir estes rascunhos no caderno de capa preta? Eu fico em silêncio, baixo a cabeça e espero ela me pedir para responder a pergunta que ela faz: “O que você sente por mim, afinal?”. Bom, então a partir daí vocês sabem o resto, afinal, sou eu Felipe, e ela Marcela.

Por Aí.

Eu nunca aprendo. Eu nunca sei a hora de te esquecer, deixar pra lá, te deixar viver a vida. Eu nunca sei a hora de te deixar curti a vida, de se diverti, apaixonar-se por outros ‘alguém’, mesmo que não seja para sempre. Eu nunca sei o que fazer, eu nunca sei o que te dizer. Eu nunca sei porque sinto tanta saudade de você. Eu nunca sei a razão dos dias em que penso em te deixar serem os mais escuros, em que dá vontade de deitar cedo. Hoje eu quis te ver, lembrar das promessas, reacordar os sonhos, te convidar para voltar a sermos um par. Ainda resta aquela foto, ainda restam 6 dias, ainda resta aquela canção que fiz pra ti. Acho que agora sei a razão de eu não saber te deixar, perder, largar. Eu nunca o faria. Por mais que te deixe por um tempo, eu nunca te esqueço, eu sempre penso em te ver. E se das outras vezes tudo terminou numa tarde qualquer, agora eu queria te ver à noite, como todo mundo faz. Mais uma vez não vai ser para sempre com ele, vai? Espero que não, torço com o tempo para que não. Mas vejo o que você me ensinou:

O Vencedor

Têm coisas novas vindo, sim, não muitas, mas algumas. Boas? Não sei, essa é a parte de vocês, mas estou, ou melhor, estamos, trabalhando (ou quase isso) para que tudo saia perfeito de acordo com nossas idéias, e assim está sendo, ao menos neste primeiro instante. O que é? É outro lugar igual a este, apenas com um foco, diferente daqui. Divulgarei em breve, assim que possível, o link e nome. Esperem ansiosos, não vai fazer mal. Ah, aconselho, ou melhor, recomendo que leiam os textos entre janeiro e fevereiro de 2008, considero os melhores. Ex.: “O brilho da lua sobre o mar”.

Abraços.

Pra não dizer teu nome

Que raiva sinto destes dias, agora em noites mais quentes. Que raiva sinto da distância, sim, da distância. Por que ela tem que existir? Está aí um bom motivo para filósofos e poetas gastarem o teu tempo. Por que nós, simples, fracos por poder sentir a saudade que a distância traz. Eu queria um inverno frio, castigado, pra curar com um abraço teu, bem forte. Eu queria uma luz, um holofote, um farol de brilho intenso pra me cegar por instantes, e poder suavizar os olhos com o teu olhar. Eu só queria uma tristeza, uma amargura, uma auto-estima bem baixa, uma dor bem forte pra curar com um sorriso seu. Me abraça forte esta noite, me diz palavras que me lavem a alma. Hoje eu quero esquecer de tudo que aconteceu antes daqui, e nem querer pensar no que vai ser quando o nosso tempo acabar. Só não esquece de me ligar quando chegar, só não esquece de pensar em mim quando deitar. Vê se não esquece de deixar a porta de teus sonhos aberta para eu te visitar naquele sonho bom.

 

Eu me lembro, faz pouquíssimo tempo, eu o vi. Olhos azuis, bem claros. Haviam marcas de idade, olheras, e aquele rosto juvenil havia sido trocado por um olhar baixo. Eu lembro me também de um jovem, e de uma moça com os mesmos olhos claros, num parque qualquer de um lugar qualquer, falando sobre coisas quaisquer. E o que tudo isso tem haver? Os olhos nunca envelhecem.
Em Breve.

Sobre 30 dias.

Ele é preto e branco, em listras ou em partes. Ela é RGB em pixels, na cor do céu ou do mar. Ele é frio, como pedra, ou gelo, quieto e silêncioso. Ela é carnaval, serpentinas e o sol brando na beira-mar. Inverno, inverso, contra-cultura. Verão, da moda, sorriso e abraços pra qualquer um que sorrir. Ele adora música de qualidade, livros, poesia. Ela curte novela, dança ao som de qualquer batuque feito por pessoas que se vestem ‘legais’. Ele fica em casa e põe qualquer cd baixinho e deita no sofá sem pensar se vai dormir ou não. Ela sai pra balada com 7 amigas e não sabe que horas vai voltar. Ele só quer estar. Ela só quer ser.