Alameda Senhor do Bom Fim.

Ela corre na avenida. Corre contra o tempo, contra a gravidade e inércia. Comenta a gravidade dos fatos e gestos. Lembra-se do início, planeja o meio e se esquece de ter um fim. É uma alameda. A vida passando na avenida. É ela e seus óculos escuros, nas sirenes da viela, no cheiro de gasolina. É ela e a cidade. O contraste do que há de mais belo e sereno, num papel de parede acizentado da cidade que cresce. Ela é o vermelho-encarnado, sobrepondo-se ao que há de mais sagrado. É ela desmintindo a física, a lógica e todas as crenças. Ela é o que o mundo quer. Ela quer o que ninguém mais quer. Ela é assim: o melhor frasco e o melhor perfume. Ela é o azul do céu e todos seus nuances. Para definí-la são tantas as palavras, que no final não me resta nenhuma.

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