Rarefeito.

O fim da festa. Confetes e serpentinas no chão. Máscaras caídas em seu colo, o rastro de uma lágrima que correu as maçãs de teu rosto e te marcou por dentro. Com a beleza de toda a futilidade que provoca desejo, você me encanta. Você me tem nas mãos, como um punhal que brilha na sede de mais um corte. A espectativa de um futuro derramada no chão da avenida, tão doce quanto a decepção por não se decepcionar. Um jogo repleto de áses, frases repletas de crases e vidas de indas e vindas. Provocadora e sedutora como um sorriso sínico de um traçoeiro amante, o riso mais doce nos lábios que te levará ao seu fim. Os mesmos lábios que beijam cuspirão tem tua face as palavras que ficam engasgada após o fim de cada ligação. Não entendeu nada? Duvido! Ao amor perfeito, ao amor raro e feito, ao rarefeito. Então, que o espetáculo do amor começe, assim, já esperando o fim. O que sobrar de nós vai ser lucro. O que sobrar de amor será remorço. O que sobrar de risos será irônia. Vida a ti. Viva a mim. À vida em nós! Um brinde pro que há de vir. Amém!

sobre amor de carnaval.

2 opiniões sobre “Rarefeito.”

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