A importância do tempo. – pt.2

A espera. Ela tortura. Arranca um pedaço do peito. Traz a angústia. Você não pode fazer nada. É como estar no escuro, de mãos atadas, sem ninguém por perto. E você reza. E espera. E é torturado. Angustiado. Preso. Imóvel. Perdido. Desolado. Tudo o que você queria era poder ajudar, estar lá, ao lado, segurando na sua mão, dizendo palavras de um silêncio incomum. Queria confortar, mesmo sem saber como. E você quer parar o tempo, calar a dor, evitar o futuro. Então vem o medo. Te toma em assalto, te faz refém. E a cada ‘tic’ do relógio teu coração para. Corre. Sobe. Vai à tua boca mostrar teu gosto. Você chora. Treme. Senta. E chora. Só chora. Tem esperança e medo. Ao mesmo tempo. O tempo todo. Aí sim.

É a outra importância do tempo. Daquele mesmo jeito. Pela continuidade do correr do rio. Pelo recomeço da sua vida. Pela continuidade da minha. Por sua vida através da minha.

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