iceberg.

Eu não sei, mas estou com a impressão que tenho um coração preso na garganta. Tenho um turbilhão de coisas estúpidas para dizer, sinto uma supernova de sentimentos que queimam a pele e externá-los é impraticável. Não há coisa pior no mundo. Não há, acredite(m) em mim. É como se queimassemos pilhas de fotografias e as histórias contidas em cada uma delas. É como se diminuíssemos à insignificância toda uma história de risos. Diria também que é como se depois te tanto prometer, o amor virasse a menor de todas as coisas. Tudo é motivo, nenhuma alternativa é aceitada, todas as vias são inviáveis. O amor vira uma caixinha de pipoca que, depois de guardar o bom, no final se joga fora. Eu sempre achei que o amor estivesse acima de tudo e continuo com o mesmo pensamento. Nada nessa vida está acima do amor. Eu lembro que eu já falei que o amor tudo suporta, tudo perdoa, tudo supera. Que somente o amor vai trazer para o céu um novo dia, vai fazer o novo nas cinzas, e fazer sorrir a quem só sofria. Amar não é suficiente. Está claro agora. Eu aceito que jurar não será grande coisa, mas eu continuo achando que não será tão fácil assim. A música “fix you” do coldplay martela o tempo todo da cabeça, como se tocasse uma parte só: “when you love someone but it goes to waste”. Então, junto com as fotografias e momentos vão juntos os sentidos das canções. Sei bem que quando a fundação de uma edificação está comprometida, toda a estrutura estará. Eu sei bem. O pior é isso, eu sei bem.

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