201.2.

Eis aqui aquele velho comentário sobre 2011. Este, mais que os outros, vem ser para mim um ano bom. Tivemos novos planos, conhecemos coisas novas, insistimos em coisas antigas, vimos que precisariamos esquecer outras tantas, deixamos brechas para novas que estão por vir. Sinto em mim que 2011 foi um ano de mudança, seja ela de comportamento, roupas, músicas, frases ou temas. Aprender a admirar as coisas simples da vida é um exercício contínuo que ouso realizar a cada instante. Gostaria de ser sensível a ponto de sentir o mundo como Jeff Buckley. Eu venho a cada dia buscando coisas novas em mim para pavimentar meus próximos passos. Da janela de minha sala no primeiro andar do meu trabalho eu observo o céu quase a cada instante. Tomo uma antena de rádio como referência tornando mais perceptível que o tempo está passando junto com o vento e mudando junto com as nuvens, deixando para trás tudo aquilo que insiste em obedecer as leis da estática. Que no próximo ano seja melhor e, diferente da estática, que o somatório das nossas forças em quaisquer direções seja diferente de zero e possamos sair da inércia. Agradecemos a todos aqueles que insistentemente visitaram este quarto (trintadeoutubro) a procura de algo novo se decepcionando com um cara amargo que demorou para colocar o que sentia e pensava para fora. Desculpa pelos poucos sinais de vida aqui neste ano, mas nesses tempos em que fico longe daqui eu estou querendo dizer que a vida tem estado mais interessante para se viver do que se comentar. Que toda vez que você vier aqui e ver que está tudo igual, não entenda como falta de interesse, mas sim perceba o interesse de um alguém que está curtindo tanto o que está acontecendo aqui fora que preferiu ficar mais um pouco. Eu sempre digo: eu vou e volto o tempo todo.

Um abraço mais que apertado a todos os visitantes, passageiros, amigos, familiares e aqueles que acreditam que o amor pode mudar o mundo.

Que Deus abençoe nossas vidas e o mundo nos próximos dias.

2 opiniões sobre “201.2.”

  1. “(…) a vida tem estado mais interessante para se viver do que se comentar.”

    Há muito tempo vi um filme que o personagem principal dizia algo bem parecido: “Vida boa é para ser vivida, não para ser contada.” Não entendo como regra, nem poderia, mas faz um baita sentido. Me vejo muito nessas frases.

    Ainda sobre isso, ou quase, o Giancarlo Ruffato tem um texto muito bonito que diz que “o que movimenta a literatura dos torturados é a falta: a falta de amor, a falta de dinheiro, a falta de companhia, a falta de uma bebida, a falta.” http://giancarlorufatto.blogspot.com/2010/01/mesmo-se-voce-nao-estiver-apaixonado.html

    Logo, teoricamente, essas ausências se dariam por bons motivos. Espero que seja o caso.

    Abração!

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