Clareira

Numa quinta-feira, em uma quina de um alpendre exposto ao vento, tremula a chama de um lampião. Nos imaginei ali, tempos atrás. Tinha planejado um jantar, um futuro e muito mais. Tinha imaginado um violão com cordas de nylon antigas. Tinha imaginado os punhos da rede torcidos. Tinha imaginado teus cabelos tangenciando meu rosto. O vento soprando, trazendo à minha boca teu rosto. Eu tinha imaginado uma lua tão linda, embora escondida em nuvens perdidas, a procura de um chão seco para molhar de esperança, assim como semeaste em mim futuros tão lindos. Imagineis nossos filhos numa manhã de domingo. Correndo, brincando, se divertindo. Imaginei seu sorriso de canto, ao saber que sobre você que eu escrevia, quando me olhavas lá da cozinha. Por fim imaginei uma última vez como seria, se essa história houvesse sido contada em outros dias. Nos polpamos de quantas alegrias? Nos culpamos do que a gente nem sabia. Desculpa ter ficado só na poesia, mas quem sabe outro dia vai soar melhor nossa rima, do que naqueles em que só eu sabia. Como meu pai bem já dizia: “não importa quanto ternos você prove, só importa o que você escolhe no final”.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s