Aliviar

Um cara perdido, atirando contra o alvo errado, esperando na fila errada. Um ano bonito, poucas palavras ditas, a fila errada não anda. Eu perdi conversas imperdiveis, fugi dos abraços que mais queria, fingi não sentir falta das palavras certas, dos sorrisos incertos, singularidades definidas em tua rúbrica. Aquele teatro, as palavras medidas, as visitas não pensadas, o convite para entrar, o abraço forte ao sair, a vontade da de ficar, protelar, te pedir para não me deixar ir, me calar e partir. O querer que todo dia fosse domingo e torcer para que, meio que por acaso, sem acreditar no acaso, possa minha rua ser o destino de tua visita para falar de esperança e alegria. E que nesse dia o sol esteja brilhando mais forte, para que em teu cabelo eu o veja, para que teu perfume o vento me traga ao olfato e de fato você me brinde um sorriso, finja talvez nem me conhecer, mas reconheça sem incerteza que meu sorrir seja a certeza de como sempre é bom te ver. Eu acho que deva estar bom por agora. O bom filho a casa torna. Estou sempre esperando para te (re)conhecer.

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