sobre você e o tempo.

Hoje eu vou te fazer uma rima pobre, sem jeito, torta e assanhada, toda desarrumada. Hoje seria o dia perfeito pra bater em tua porta, escondido atrás de um pequeno buquê de flores, que de tão tolo, eu te roubaria um sorriso bobo. Você poderia me convidar pra entrar, para que em seguida eu pudesse replicar perguntando se é em tua casa ou coração. Então viria um sorriso solto, um olhar sem jeito, a bochecha corada e um coração confuso. Você não vai me responder nada, vai fingir que eu nunca disse nada, vai me convidar pro sofá. “Café soluvel e pouco açúcar?”, “um filme ou John Mayer?”. Eu sonhei com você hoje de uma forma que não sonhava há dias. Esqueci até que tinha que fazer uma rima. Abraço o violão pra cantar o que eu não tenho coragem de te repetir mais. Eu que não sou de briga queria conhecer o tempo e lhe ensinar uma lição. Porque ele é tão covarde, chama pra jogar um jogo em que só ele pode ganhar? Tempo, tempo, tempo. Nunca te odiei tanto, amigo velho. Por aquele cabelo assanhado, um sorriso com o olho apertado, eu sinceramente não sei o que faria. O preço de tudo que eu mais queria é exatamente aquele que ninguém consegue pagar. Eu sei fazer poema, te faço algumas musicas, sou bom com física e matemática, mas o tempo eu ainda não sei mudar.

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