meu pastor.

Eu vim aqui quando eu era criança. Me lembro do cheiro dos móveis em madeira escura, do cheiro do hortelã que vem do quintal e do chiar da panela ao cozinhar o feijão. Pra mim não faz muito tempo, mas me dizem que já faz alguns anos. De alguma forma muito estranha parece que o lugar encolheu, mas parece acolher muito mais, desde a última vez. Eu gosto do sono tranquilo dos gatos nas poltronas, no beiral da janela, na estante e sobre a tv. Lembro que eu gostava muito mais da manhã e sentar na calçada. Conversa boa é coisa rara! Você me disse guardar as cartas que um dia eu te escrevi, dizendo que um dia iria morar contigo e, olha só o destino, continuo assim. Parece que teu abraço foi pensado e moldado para caber todos os formatos de mim. E teu colo, antídoto pra qualquer choro que ousasse se anunciar. Me lembro como se fosse hoje, nós na calçada competindo para ver quem primeiro veria a primeira estrela nascer. Pois é, eu me lembro também. Sinceramente não sei, como ainda se estranha eu dizer que daqui eu não quero sair. As melhores lembranças que eu guardo são contigo, naquele lugar, nosso refugio e abrigo. Tudo de pouco que tivestes, muito fizestes por mim. No meu peito é o teu sangue que pulsa. Nada vai tirar você de mim.

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