brasília.

Ando pouco. Me iludo pensando saber o caminho. Esses dias tenho tido muitos deja vu. Talvez sejam as árvores por todos os lados, talvez a chuva que apareceu sem convite, expressões sem sentido ou, simplesmente, atravessar na faixa de segurança. Ou talvez esse pôr-do-sol, flamejante… Eu n/b-em sei. Eu gostava daquelas fotos da janela. Da calmaria dali, do subsolo. De ter a tv como relógio e um filme como desculpa. Tanto que vem, tão pouco que lembro, das partes que não lembro, são as que gosto mais. Talk show de madrugada, talvez nunca mais. Pode ser que sejam universos paralelos, longe se medir com distância, perto se medir em memórias. …Vezes pareço querer esquecer. …Vezes, eu sei, sinto voltar. Saudade sempre tem, coragem preciso ir no supermercado comprar. Não penso mais tanto assim. Não tenho canções desde o último verão. Parece que faz frio aí. As vezes parece que frio me sou. Desculpa se não faz sentido. Sempre parece que não fez sentido. Mas sentido teve em ter sido. Queria que fosse domingo, queria que fosse de novo. Queria que fosse por hoje vivo de novo. 

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