A Vida A1

•Outubro 29, 2009 • Deixe um comentário

VIDA: Conjunto de propriedades e qualidades graças às quais animais e plantas se matêm em contínua atividade; existência; A vida humana. O espaço de tempo que vai do período da vida; biografia; modo de viver; força, vitalidade;

 

É isso?! É isso e só?! E os outros ‘fenômenos’? E as dores? E os risos? As amizades? Os amores? Inimizades, vontades, desejos, sonhos, planos, decepções, anseios… Tudo se resume nisso?! Todos os momentos felizes com teus queridos, com os nem tão queridos assim; todas as supresas, diversões e mágoas; toda a maravilha de existir, de ser, de poder estar, se torna isso no fim?! Três linhas com palavras pretas que muitos nem conseguem entender?!

Me desculpem o clichê, mas, superficialmente assim, já dá pra perceber: definir é limitar.

Falta um.

•Outubro 23, 2009 • 3 Comentários

Que falta faz as coisas simples! É tão grande que nem mesmo o tempo é capaz de medir. A falta de falar simples sobre as coisas simples da vida. Falar da falta é admitir importância. Há falta no pensar e por todo o lado. Há falta em cada flor que se move na copa de uma ou mais árvores numa praça no caminho de volta de tua casa. Há falta dos entardecer à dois. Sentir falta da felicidade é admitir carência da mesma. Isso é simples. Elementar! A felicidade é difícil para quem é acostumado com a dor. Lutar em par é melhor, se o lado for o mesmo, amor. Sendo assim, vem pra esse lado, num passo apressado, [com um] vestido emprestado de alguém.

corremão.

•Outubro 17, 2009 • 2 Comentários

Uma casa no topo de uma colina. Uma vista que tem sua beleza ampliada por um pôr-do-Sol.
[...]
- Efraim, aí está…
- … Paloma, eu não consigo entender…
- O quê, Efraim? O que você não consegue entender? Por onde você andou a tarde inteira?
- Seria possível alguém ficar sem pensar em completamente nada? Seria possível esvaziarmos as nossas mentes por alguns instantes e não pensar em nada?
- O que você tem Efraim? Você está bem? …vem que eu te levo!
- Paloma, estou aqui há duas horas. Você não seria capaz de entender… Estou aqui há duas horas e não consigo pensar em nada. As palavras aparecem e somem rapidamente em minha cabeça. Seriam como fumaça que se vai no ar. O que há de errado comigo? Sinto como se a vida estivesse escapando por entre os meus dedos, a cada instante. Já cheguei a pensar que Deus deu de ombros para mim, que ele me abandonou à minha própria sorte.
- Efraim, pare com isso! É sério…! Vem, vamos voltar para casa que eu te faço um café. Vem… Me dá a mão…
- Não, Paloma! Eu quero ficar aqui! Eu quero entender o porquê!
- Efraim, não há graça em descobrir os segredos da vida. Nós simplesmente temos de viver. Talvez quem já chegou perto de os descobrir tenha perdido o gosto pela vida, tenha deixado de se encantar com as coisas da vida…
- … E quem falou em descobrir os segredos da vida, Paloma? Sabe, eu não quero mais ser feliz. Eu não quero mais ser bem sucedido, eu não quero mais ter as melhores pessoas ao meu lado, eu não quero mais sentir prazer. Isso tudo é ilusão para mim! Eu preciso sonhar com coisas menores, como os pequenos detalhes. Eu preciso começar uma obra em mim… Uma obra… é… uma obra…
- Efraim, você está me assustando!
- Te assustando?! Faça-me rir, Paloma! Você tem tudo que você sempre quis! Teve amigos de infância, pais que te amaram e que te deram tudo que você quis, teve como namorado os rapazes mais exemplares, as melhores oportunidades, os melhores cargos… E eu? O que eu tenho? Eu tenho uma vida posta para secar no varal! Eu estou lá, esperando um vento para levar o fardo de mim!
- Pare com isso… Por favor…!
- EU PRECISO ME ACHAR! Preciso enxergar em mim a razão de ainda ser. Eu preciso descobrir quem sou. Eu preciso ter algo para me firmar. Eu preciso de um rumo! Eu preciso mudar, rapidamente, Paloma! EU PRECISO MUDAR!
- Efraim, por favor, não fale assim. Venha, vamos voltar, já está ficando escuro, vem!
- Paloma, desista de mim! Não arruine sua vida!
- Efraim, para! De uma vez por todas, já chega!
- Por favor…
- Efraim, eu estou do teu lado. Eu vou estar ao teu lado. SEMPRE! Eu sou tua amiga, e não vou te deixar de lado.
- Você também sabe que é quase uma irmã para mim…
- Sei, Efraim, e eu te amo por isso. Eu sou tua amiga por essência! Já faz parte de mim. Você agora é mais que um irmão para mim.
- Também te tenho como uma irmã, Paloma, mas me deixa aqui!
- Eu não vou te deixar aqui! Se ficares aqui, eu ficarei contigo até o fim! Mas vem, vamos voltar para casa!

[dedicado àqueles que ainda acreditam nisso. Nisso?]

Panorâmica.

•Outubro 5, 2009 • 1 Comentário

Meu bem, eu quero que você feche seus olhos agora para enxergar o que realmente está acontecendo agora. Eu quero que você fique sentada aí na beira da cama, como estás e só me ouça enquanto eu falo. Eu queria poder contar com exatidão meu estado hoje. Sabe, parece que hoje eu acordei com um novo vigor. Letícia, foi como se a luz do sol que entra por essa janela tivesse penetrado em minha pele e entrado em minhas veias e eu tivesse sido consumido por uma nova energia. É como se dentro de mim, neste exato momento, agora mais estando aqui contigo, existisse uma luz dentro de mim se acendendo. É como se uma música estivesse presa em minha garganta e pronta para sair com toda a força em meu próximo suspiro. Amor, é.. é.. é como se todas as cores estivessem reunidas em volta de meu coração, como se novos ares enchessem meu pulmão me renovasse meu ser. Não sei, mas esses últimos dias eu tenho te sentido cada vez mais como uma parte de mim. Você consegue imaginar amor? Você é capaz de vislumbrar o que eu te digo? – disse se aproximando e tocando seus ombros suavemente ao sentar na beira da cama, enquanto ela continuava de olhos fechados, sorrindo e chorando levemente. Meu bem, é com prazer que lhe digo agora o quanto é bom te ter do meu lado todos os dias. Sério, eu jamais serei capaz de te dizer o que sinto quando te vejo assim perto de mim. Me sinto realizado. Me sinto na obrigação de ser o homem mais justo perante Deus por ele ter te posto em minha vida. Amor, eu sou incapaz de me ver longe de ti. Me sinto ridículo e tolo quando digo algo que te ofende, que te machuca, que te fere. Logo eu, que só quero ser alguém bom para ti. Talvez seja o mínimo que eu poderia ser como uma maneira de te agradecer por ser para mim essa pessoa incrível que és. És minha base, meu alicerce. É em você que eu me sinto livre para contar meu males. É em você que encontro minha esperança de alegria, de ser alguém melhor. Você é meu porto amor, e meu mar, e o vento que me leva até lá. Sou realizado por ter do meu lado essa mulher maravilhosa, sábia e amorosa que és, meu bem. Eu te amo, e você sabe disso, mas é algo que não me canso de dizer. Me faz bem. Te ver sorrindo me anima a cada dia querer te fazer mais e mais feliz. E é por isso, amor, que agora eu te convido para ficar comigo até que tenha fim as cores, os perfumes e os sons. Isso não é um pedido de casamento, de noivado, nem de algo assim. É um pedido de amor sincero. É um pedido de amor total. É um pedido de cumplicidade eterna. E de amor maior que o amor. Um amor que cresce a cada dia, mais!

incondicional.

•Setembro 30, 2009 • 6 Comentários

Voce é socorro presente nas noites tristes. Conforta meu coração carregando-o em teus mãos. Cuida de mim como ninguém jamais faria. Traz me vida nos momentos em que viver me seria o último desejo. Toma para si a minha angústia e me dá um ânimo renovado. Em tormentas és abrigo seguro, em ti encontro proteção. Me carrega em teus braços até que eu possa caminhar com meus próprios pés. Em você eu espero, em você eu confio. Sei que não negaria atenção para mim, mesmo quando os que me amam se virarem contra mim. Me faz sorrir depois do choro, me faz dormir em teus braços e me sentir vivo outra vez.

Estafa.

•Setembro 24, 2009 • 4 Comentários

Eu queria um barco para bem longe. Longe mesmo. Eu não queria ver nada que me fizesse voltar a crer que existe vida lá fora. Nenhuma pessoa, nenhuma voz, nenhum pássaro, nenhum som, nenhum arranha-céu até a linha do mar com o horizonte. Só queria a minha vida, ou o que restou dela, ali, largada pelo o chão, deitada sobre qualquer concreto, coberta por qualquer jornal. Eu já tive um pássaro na mão, dois voando e os três ao mesmo tempo em seus devidos lugares. Eu já tive uma vida comum, preenchida de coisas vazias, inanimadas, sem vida. Eu já fui cheio de vícios, amor, vida, esperança, compaixão, cheio de piedade e amizade. Agora eu estou cheio de tudo isso. Eu não acredito mais em nada. Eu não consigo mais acreditar na reversão dessa situação. Eu tenho estado assim, desconfiado do mundo. Sem esperança, sem razão, com um grito preso em minha garganta e uma arma de palavras apontadas para o ouvido de alguém mais surdo que eu. Dê-me a dose letal de meu próprio veneno, deixe-me morrer sozinho, pois não arruinar a ninguém mais senão a mim. Não quero erradicar a liberdade de ninguém ser feliz.

folhas de pimenta

•Setembro 17, 2009 • 1 Comentário

Ela tem o rosto que eu sonhei. Em teu olhar eu me encontro, perdido em teu sorriso. Eu sorrio, como se agradecesse a Deus por tudo isso. Então ela sorri também, fica envergonhada e cobre meus olhos com tuas mãos. Ela sorri, diz alguma coisa que me faz rir. Eu beijo teu rosto e me afasto. Ela sorri e me olha. Deita a cabeça em meu colo, olha para mim, sorri novamente, e vira a cabeça para assistir algo no televisor que tenha chamado tua atenção. Seus olhos brilham, movem-se lentamente. Eu fico a observar cada movimento de teu rosto. Fico esperando nascer um sorriso, ou uma expressão de espanto, depende do que a TV sugere. Então chega os reclames, eu escorrego meus dedos no rosto dela, ela sorri e me olha pelo canto do olho. Vira-se olhando para mim, agora, me abraça forte, e sorri outra vez. Ela beija meu rosto e agora senta. Encosta a cabeça no meu ombro, mesmo que a cabeça esteje voltada para a TV. Me dá um último beijo, entrelaçamos nossas mãos, enquanto a imagem vai se afastando. Longe, mais longe… é o fim da cena. É o fim do final de semana.

Dilúculo

•Setembro 16, 2009 • Deixe um comentário

Congelo a cena. Nada muda, não agora. É a mesma falta, a mesma dor, o mesmo penar. A falta que eu sinto esses dias me corrói como ferrugem ao ferro. Como um ácido contra a pele, que penetra, e quanto mais demora mais fundo vai.

As coisas boas, as nem tão boas assim, mas só de ser ao teu lado, de estar lá, poder te ver sorrir um pouco mais, me faz bem. É, isso me faz bem, amor. Parar em frente a TV, parecer assistir e estar pensando em ti. No que fazes nestes dias que não a vejo, neste exato momento em que eu estou a pensar em você. Será que você sorri agora? Meu bem, não se afaste assim, não de mim. Traz de volta as cores de meu dia. Traz teu brilho e alegria. Clareia minha vida, amor.

Eu sinto sua falta, amor…

ótica.

•Setembro 8, 2009 • 1 Comentário

Névoa forte, neblina, invisibilidade total ou parcial do que há por vir. Aprender a conviver com a incerteza e a louvável tarefa da paciência. Se precaver e não ser pego da distração. O escuro mais profundo. Não há diferença entre manter os olhos fechados ou não. Aguçar outro sentidos. Camurflagem. Nova ótica.

Café Turvo.

•Setembro 4, 2009 • 1 Comentário

Tudo novo traz consigo desconfiança. Eu não quero me acostumar com isso, eu não quero me aceitar assim. A conciência exata do que se acha ser o estado perfeito, a situação ideal, vai fazer com que você queira cada vez mais buscar isso, se aproximar disso. Toda noite eu tenho o mesmo sonho. Toda noite. E já faz algum tempo até. Eu sei o que eu quero. Eu avistei o meu estado de graça, e o vou perseguir. Das minhas fraquezas o teu sorriso se refaz para o meu consolo. Agora eu não tenho mais pressa. Agora eu não tenho mais nada, nada a perder. Eu só tenho a ganhar quando eu me mostrar capaz de te amar até o último fôlego. Talvez isso mude tudo, talvez nada mude, talvez eu nem saiba. Mas das coisas que eu não sei, o desejo de meu futuro-presente ao teu lado é minha maior certeza.

. café frio .

•Agosto 24, 2009 • 2 Comentários

É um misto de extremos. A interseção de felicidade e não-felicidade, alívio e dor, contentamento descontente. Antigas canções que explicam as novas, velhos costumes que trazem novos hábitos. Isso traz uma sensibilidade outrora despercebida, interiorizada ou apenas não aflorada. Sutileza para diferenciar as cores num pôr-de-Sol, tranquilidade para redefinir seus passos, eleger importâncias, apontar objetivos. É o mundo girando mais rápido e a hora passando mais devagar. É a chuva repentina no meio de uma tarde no inverno. É a nova vida, é a nova vida.

Zeppelin

•Agosto 14, 2009 • Deixe um comentário

http://caixadesapatos.wordpress.com/
ouvir: http://www.youtube.com/watch?v=rlOvE9Orpq0

Há (no mínimo) um momento em sua vida que você vai parar e pensar em todas as coisas que você já fez. Você irá lembrar de coisas que pareciam terem sido perdidas com os anos, na correria do dia a dia. Imagens vem e vão na sua mente como cenas cortadas de um filme europeu.

É terça-feira, dois de outubro. Luisa e Levi haviam gasto a tarde inteira dando os últimos toques de graça ao quarto dos novos hospedes que de virão em breve. A pintura clara do quarto é impecável. É um verde-cinza-amarelado-claro, ou simplesmente oliva, com detalhes em madeira branca próximos ao teto. Ainda nas paredes, o papel-de-parede escolhido por eles é estampado com pequenas folhas e ramos de oliveira. Minúsculos girassóis quase imperceptíveis são distribuidos aleatóriamente entre eles. No centro do quarto, um zepelin iluminado junto com pequenos balhões são arranjados sobre os berços. Quando acesos eles brilham uma luz suave branca em seus interiores, dando ao quarto as suas cores. Há alguns bonecos de pelúcia que Levi comprou durante todo esse tempo de gestação de Luisa espalhados em prateleiras nas paredes do quarto. No chão, o piso de madeira cobre-o completamente…

… Continua no Caixa de Sapatos.

anamnésia-passiva.

•Agosto 14, 2009 • Deixe um comentário

não importa o quanto você nade contra a maré, ela não vai deixar de ser contra você.

a gosto.

•Agosto 8, 2009 • 6 Comentários

Sabia que hoje eu queria ter te visto? E que senti sua falta? Senti falta de rir por qualquer coisa, de te ouvir falar de meu cabelo assanhado. Senti falta ficar te assistindo enquanto você assiste a TV. Senti falta de te ter por perto mesmo que não falassemos nada ou que não tivessemos nada para fazer. Senti falta de sorrir como eu sorrio, assim, sem motivos, como quando estou contigo. Senti saudade também de te ouvir sussurrar canções dos comerciais no intervalo da novela das 19h. Senti falta de te ver expulsar seu cachorro quando ele chega perto de mim. Senti falta de te ver de perto, de te beijar o rosto, de você me fazendo cóssegas. Senti falta do sofá da tua sala, e da cadeira de plástico. Senti falta de te ver perguntar que horas são, com medo que eu fosse embora tarde demais. Senti falta de você pedindo pra eu ligar quando chegar e pedindo pra eu ter cuidado. Senti falta, e muita. Se ontem a parte mais feliz foi te ver, acho que hoje será falar com você. E amanhã? Ah, amanhã eu vou querer te ver e tentar, por algumas horas, compensar a falta que isso faz, amor.

Caixa de Sapatos: Um beijo no close pro fim

•Agosto 6, 2009 • Deixe um comentário

- Desde fevereiro eu comecei uma ‘novelinha’ chamada de “caixa de sapatos”, que conta a história de Levi e Luísa. Escrevi sete (7) capítulos e só agora venho, oficialmente, anunciar. Por isso abri uma ‘filial’ do 30 de outubro só para eles. Sendo assim, receba Luísa e Levi, no Caixa de Sapatos.

www.caixadesapatos.wordpress.com

a noite do meu bem.

•Agosto 5, 2009 • Deixe um comentário

Esta noite vamos ficar acordados. Mesmo assim vamos sonhar com nosso futuro vivendo só por hoje. Esta noite eu te quero aqui. Eu quero estar contigo e correr até a praia, subir em uma rocha e ver o sol nascer. Esta noite eu quero sussurrar em teu ouvido uma canção que eu fiz pra você, quero ouvir como foi teu dia e te fazer esquecer seus problemas. Essa noite eu quero ser pássaro que volta ao ninho, e morrer em um abraço teu. Essa noite eu quero viver em teu sorriso, adormecer nos braços teus.

sobre isso.

•Agosto 3, 2009 • 3 Comentários

Lentamente as peças vão se encaixando e o passado vai ganhando sentido. O futuro que ainda não foi lido é só uma caixa de sonhos bons. É preciso ter uma sensibilidade rara para notar as mudanças no momento exato em que elas acontecem. Assim, as sementes caídas de uma estação que se vai serão a esperança da estação que há de vir. As águas que neste rio passa trazem agora novas histórias. Os frutos dessa estação têm o sabor de sonhos passados. Sabe, quando você nasceu pra mim eu estava morrendo lentamente, e você me trouxe vida. Como um quadro inacabado eu não tinha cor, eu não tinha forma, como o barro antes do oleiro. Acho que agora é tempo de voltar pra casa com um espírito novo, como uma alegria nova em uma piada usada. Mantenha meu coração batendo e minha alma acesa, amor, para que eu continue a ansiar a vida em teu olhar. Eu só preciso de um tempo como este, pra eu poder me readaptar a essa nova vida. Esqueço as amarguras e tristezas, e provo o doce sabor de um riso teu. E quando eu acordar deste sonho, amor, eu quero estar do teu lado, e te ver acordar com um beijo meu. Assim, como se eu acordasse de um sonho para começar a viver mais um. Cada vez melhor, cada vez mais vivo, com mais cor, mais lilás. Aliás, este sim é meu sonho a cada dia, fazer do teu sorriso minha eterna poesia.

Tic-Tac.

•Julho 29, 2009 • 3 Comentários

O amor não dá conta de tudo. O amor é a ingnição de vários processos, mas não é o processo em si. Sabe, é um tanto quanto decepcionante ver seus planos indo embora como vai o barquinho de papel no corrego. Ele começa, fica ali pertinho, você acha que lento assim ele jamais vai tão longe. Passa algum tempo e você se distrái e ele já vai sumindo de teu campo de visão e controle, assim, lentamente. Vai te dar vontade de gritar no mesmo momento que o silêncio vai te preencher. Vai te dar vontade de correr no mesmo momento que você vai querer ficar. Tudo vai virar lembranças e planos, e oscilarão tão rápido que você vai ser incapaz de distinguir o que é a verdade. Na busca da felicidade eu chego perto, provo dela, e até me comprometo a ficar a vida, mas eu sou mais uma vez mal interpretado. E outra vez… e outra vez. Mas quando a ALMA quer, a alma espera. Estou sentado da primeira fila pra te receber.

de nós. demais.

•Julho 28, 2009 • 2 Comentários

Engraçado eu me sentir cheio com a casa vazia. Não foi necessário mais de cinco pessoas bem escolhidas para eu encontrar o que muitos precisam encontrar em um barsinho, em uma praça, em um lugar mais distante, ou menos calmo. As vezes é mais divertido ligar de última hora e combinar quem leva o refrigerante, ou quem escolhe o filme, ou que música deve ser a próxima a ser tocada a esperar o ano inteiro por uma cópia clichê de qualquer coração alheio. Salvo as boas intenções, os risos por bons-reais-motivos. Sonho com isso todo dia, realizo numa tarde.

Filhinho.

•Julho 19, 2009 • 3 Comentários

pra onde você foi? Por que escolheu por um fim a tentar mudar? O que mais vai ter que perder pra valorizar o que tem? O que vai ser de você sozinho por aí? E quando eu quiser te ver, onde devo te procurar? E quando estiver só, por quem devo chamar? No que agora devo acreditar?
Eu tentei mudar, eu tentei crescer. Se hoje eu choro ao lembrar, eu fiz por merecer. Não quero me ausentar, eu quero merecer ser aquele alguém pra voce sempre confiar.

sobre grandes amores.

•Julho 19, 2009 • 2 Comentários

Grandes amores nao duram para sempre. Na verdade eles nem duram, só acontecem. Grandes amores sao frageis e intensos. Nascem em um beijo, um abraço, um olhar. Grandes amores são como cometas, e não tem plural. Um grande amor tem que ser guardado e conservado. Um grande amor não mede esforços, ultrapassa a razão. Enquanto eu pensar, serei incapaz de amar.

Ovos e bacon.

•Julho 13, 2009 • Deixe um comentário

Reciprocidade. Mais uma palavra bonita que encontrei no dicionário. No dicionário. É engraçado, soletrar quase todo mundo sabe, até usa, mas sequer percebem o ‘peso’ que ela trás. Existe algo parecido na física, “Ação e reação”. Newton era um poeta, ou só um físico? Ou só mais um louco?
Bem, eu quero jogar um jogo, mas sozinho eu não posso, ou melhor, não prefiro. Eu quero abrir um negócio, mas preciso de um sócio. Eu não quero um sócio que só reparta comigo o lucro, mas sim um que divida comigo também as despesas.
Quando eu era um pouco mais novo, ouvi uma ‘lição’ de um general (não me lembro bem) americano na Guerra. Ele queria incentivar seus comandados a irem à luta, e darem tudo de si, para defenderem seu país. Então, esse general, usou um ‘exemplo’ bastante ‘interessante’, algo que poderiamos chamar de “a Teoria dos ovos e bacon”. Nessa ‘teoria’, ele citava o café da manhã típico de soldados americanos em guerras: ovos e bacon. Então, ele disse o seguinte:
“Senhores, quero um minuto da vossa atenção. Nós estamos indo à uma batalha, e não é uma batalha qualquer. Alguns de nós não voltarão para ver suas esposas, filhos, amigos, familiares, o seu padeiro da esquina, ou o teu time do coração em campo. Soldados, embora outros países estejam do nosso lado nesse confronto, nenhum deles está tão engajado quanto nós, pois essa Guerra é nossa. Senhores, eles são como os ovos de seu café na manhã. O compromisso deles nessa guerra é frágil, e assim que essa guerra vos parecer inviável, eles saíram. Eles são como a galinha que pôs o ovo para vosso café da manhã. Ela só teve de pôr o ovo. Sentiu dor, é claro, mas depois passou. Ela não sofreu nenhum dano a mais que não pudesse suportar. Diferente do bacon. O porco teve de ser sacrificado, teve de perder a própria vida para que você pudesse estar comendo esse bacon neste momento. É isso que quero lhes dizer, que nós, americanos, estamos dispostos a dar nossa vida, tudo que temos para vencer essa batalha. Somos como o porco, que deu a sua vida por um ideal maior. É sobre isso que eu quero que vocês reflitam, meus caros. E que Deus abençoe a América.”

- É isso. Fica a dica.

Filha.

•Julho 12, 2009 • Deixe um comentário

- Filha, vem cá, o pai quer te dizer algumas coisas importantes. Lembra de quando você era pequenininha e o papai te contava historinhas para dormir, e então, o papai te falava sobre as estrelas, o mar, a areia da praia e que um dia você poderia ser o que quiser? Bom, filha, você mesmo pode perceber que você não é mais a garotinha que o papai tinha que colocar pra dormir, que você agora tem sete anos, está crescendo e suas antigas roupas já não lhe cabem mais… Então filha, quem faz isso acontecer é o tempo.
- Papai, do que você ta querendo falar?
- Luisa, é que o pai agora não vai mais poder te colocar pra dormir toda noite, nem contar histórias de dragões e princesas que você gosta de ouvir. O pai encontrou um emprego em outra cidade, um emprego que o papai sempre quis.
- Não pai, o senhor não pode me deixar. Como eu vou dormir se o senhor não contar as historinhas para mim?
- A mamãe conta, filha.
- Não, não. Se o senhor for eu nunca mais quero te ver.
- Minha filha, sabe aquele vestido de fadinha, azul, da vitrine da loja do shopping, que você toda vez que vê pede pro papai comprar?
- Sei sim, sei. O senhor vai me dá, pai?
- Não filha, é que o papai quer dizer é que o novo emprego do papai é como o vestidinho de fada, algo que o papai sempre pede, até mesmo quando dorme, e é a chance do pai. O papai não vai ter outra oportunidade dessa.
- Não, pai, o senhor não vai não.
- Minha filha, o pai precisa. Ó, o pai promete que todo final de semana vem te ver e te levar para tomar o teu sorvete favorito, e te levar no playcenter. Você não tem que chorar. Além do mais, sua mãe ainda vai estar aqui, com você, o tempo todo, filha.
- Mas eu queria que você estivesse aqui na hora do almoço, pai…
- Não, Luisa, não vai dar pro papai estar aqui todo dia no almoço, mas o pai promete almoçar contigo nos domingos.
- Não, pai, não…
- Luisa, o papai tem que ir agora, vê se não chora. Olha, pega, era a boneca mais bonita da loja.
- Não quero boneca, eu quero o senhor aqui.
- No fim da semana o pai vem, deixa ele ir agora.
- Não, pai, não.
- Tchau Luisa, cuide de sua mãe.
- Mamãe, não deixa o pai ir.
- O pai tem quer ir, Alice, dá tchau pra ele. – diz a mãe.
- Tchau pai, tchau.

Novo sol

•Julho 11, 2009 • 2 Comentários

Atrás das montanhas há de vir um novo sol. Ele virá espulsando toda escuridão, invadindo cada lugar aqui. Atrás das montanhas há de vir um novo sol, sustentado num novo céu. Um novo sol trará consigo um novo dia, uma esperança renovada, um aroma mais puro, um amor mais sincero. O problema não são os dias, mas sim a maneira com que eles são vividos. Me diz com quem tu andas que eu direi onde vais. Me diz a quem tu amas, que eu te direi do que és capaz.

Junho, julho, eu juro.

•Julho 10, 2009 • 1 Comentário

O bom de viver um sonho é que é real ao mesmo tempo que é fantasioso. Eu não sei o que me faz acreditar na ciência, se o que eu vivo não tem lógica alguma. Eles só sabem mensurar o tempo, ela já sabe até parar.

Eu estive pensando em te ligar amanhã mais cedo. Queria falar sobre as idéias absurdas que tive enquanto dormia, sejam elas sobre um refrão ou sobre uma casa branca no interior. Será que você me suportaria de olhos enxados num café da manhã? Aceita que eu te faço o melhor café que sei fazer pela a vida inteira.

- Por falar em café, lembrei de amanhã, e, não demora e ‘a neblina fará outro dia incerto e cinza raiar’.

Sobre os novos dias – @

•Julho 8, 2009 • 1 Comentário

Os dias não passam, as horas voam, e eu só sinto isso quando ela diz ‘já está na hora’. O café esfria, e as vezes até chove no fim da tarde, pela noite só o frio. Quando eu paro pra pensar no que ainda me resta pra fazer, aparece algo que não me deixa pensar. Eu estou precisando de um tempo para dar um tempo. As idéias viram só cartazes espalhados no meio da avenida. A garoa, na garupa do clima que, esses dias, também não tem estado tão bem assim. Por fim, eu espero o fim da vida do meio do ano. Eu quero uma pausa na vida para perseguir um sonho.
Assim, sem pressa, como quando ela fica aqui, tão perto.

Encanto

•Julho 6, 2009 • Deixe um comentário

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Eu queria poder dizer
As palavras certas pra você
Palavras que te fariam rir
Que te deixariam mais feliz

Eu queria poder te dar
Todas as flores pra te enfeitar
Todos os mares pra você navegar
E todas as estrelas do céu

Vão sorrir pra ti
Vão brilhar só pra você
Elas vão se render ao teu encanto
E vão calar só pra ouvir tua voz

A nossa estação

•Julho 6, 2009 • 1 Comentário

Para ouvir e/ou fazer o download Clique Aqui

Vou me afastar do mundo
Me desligar
Fazer parar o tempo
Desconectar

Eu vou chegar mais perto
Eu vou ficar aqui
Fazer dos teus braços meu ninho
E um motivo pra sorrir

Vou me afogar no teu rio
Vou perder a direção
Vou romper com o tempo
Reatar com o coração

Vou esperar a noite toda
Vou ficar a vida inteira
Pra poder te ver aí, pra poder te ter aqui

Vou me afastar do mundo
Eu vou ficar aqui
Fazer parar o tempo
Ter um motivo pra sorrir

Vou me afogar no teu rio
Me desligar
Fazer dos teus braços meu ninho
Desconectar

Vou esperar a noite inteira
Vou perder a direção
Reatar com a alegria
E viver nossa estação

A melhor parte

•Julho 5, 2009 • 5 Comentários

Acho que ficou faltando eu falar. A questão não foi falta de tempo, não foi falta de oportunidade, não foi à falta de um abraço, não foi a falta de um sorriso, não foi a falta de alguma palavra alegre, ou de um momento inteiro, acho que eu só nunca soube o que dizer.

Eu posso ser muito estranho, ou nem tanto assim, mas hoje eu vejo que eu sou mais parecido com cada um de vocês mais do que eu pareço com meus pais. Hoje eu posso dizer que eu consegui juntar um pouco do que é cada um de vocês e pôr em mim. A alegria, diversão e a auto-estima de Micarla eu faço questão de compartilhar; a fé, a insistência no cuidado, e o humor de Miquéias eu quero ter; a determinação, carisma e ‘humanização’ de Alice; o perfeccionismo, dedicação e cuidado de Gisla; a amizade e competência de Samuel. De cada um de vocês eu roubei um pouco pra trazer comigo.

Acho, sinceramente, que seria mais fácil eu adivinhar e ganhar sozinho na loto (e hoje ser mais um amigo rico de Miquéias) do que arriscar que eu iria me envolver de tal forma com vocês. Certo, eu já conhecia Miquéias, mas acho que o máximo que eu havia falado com ele foi “Tudo bom?”; “Ah, mas você também já conhecia Alice…”. Certo, mas nem tanto quanto eu vim conhecer depois. Eu já conhecia Miquéias, Alice, já havia jogado com Guilherme lá no SENAI à tarde, já havia jogado com Maycon em outro lugar, já havia estudado com Bruno, ido pra Tibau com e João Paulo… Mas mesmo assim eu me senti um ‘estanho no ninho’ quando eu cheguei ao SENAI pela manhã. Lembro-me de conversar com Gisla antes mesmo de entrar, dizendo que não ia ter graça eu entrar numa turma onde eu já ia conhecer metade da mesma, não ia ter aquela sensação de ‘turma nova’.

Não demorou muito tempo pra aquela turma nova virar A TURMA. Nunca imaginei que eu fosse encontrar cinco pessoas tão iguais nas diferenças e que se completassem assim. Nunca fui capaz de acreditar que pudessem nascer amizades verdadeiras e leais em escolas, faculdades ou em ‘Senais’ da vida. Não é segredo pra ninguém que eu me assustei com vocês e a maneira que vocês se tratavam. “Isso é muito estranho”, perguntar como o outro está e se preocupar realmente com isso, os abraços e outros tipos de carinhos constantes, a alegria. Sei lá, era um troço muito estranho.

Eu não poderia imaginar que um dia eu fosse ser um desses ‘loucos’ e participar de uma rodinha na entrada do SENAI, com as cabeças encostadas e o tênis sujo de Miquéias. Eu nunca pensei em ser um desses ‘loucos’ e ir ‘achar que eu sou engraçado’. E você Miquéias, você acha que você é engraçado? Então sente aqui: i . Eu nunca pensei que eu fosse ver Micarla ‘arrasar’, nem ver Alice germinar pro balé feito uma sementinha, ou ver Samuel se dobrar inteiro em origamis, em ver o melhor plano de marketing de Gisla, seu sorriso, e nunca pensei em ver Miquéias passar numa prova tão difícil quanto é me agüentar.

Eu nunca pensei que aquele cara ‘frio’ fosse se tornar um amigo insubstituível como Samuel se tornou. Ou que esse mesmo cara fosse se preocupar com o que eu tenho passado e sentido, e em falar com tanta empolgação da tua faculdade e da tua vontade de crescer, em falar coisas sobre ele que eu pensei que ele jamais fosse capaz de contar para si próprio. A você, Samuel, eu devo agradecer a companhia na internet, a ‘assessoria’ com as músicas e a mini-electra.

Eu nunca pensei que eu fosse gostar de uma emo o quanto eu gosto de você, Mica. Eu nunca pensei que alguém tão meiga pudesse ser tão dura o quanto você é quando necessário, e suportar e superar todos os problemas que te aparecem, a vontade e amor por teu namorado, que deveria agradecer o resto da vida pela pessoa que Deus entregou em suas mãos. Você merece ser amada, Micarla, você merece ter sucesso, sobretudo no meio familiar.

Pois é, Alice. Acho que para você eu não posso falar muito, afinal, você é quem fala por nós. Se nós somos um time, com certeza e com aprovação de todos, você seria nossa capitã, nossa líder. E eu fosse te descrever em uma simples frase eu diria que você veste sua alma pelo lado de fora. Você é as palavras que saem da tua boca, as lágrimas que caem do teu rosto. Você é tristeza na tristeza e alegria na alegria. Você é motivação para qualquer um que te conheça, você contagia a todos. Você merece ser feliz, muito feliz, por tudo que você passou e pela grandiosidade com que você superou tudo que já lhe ocorreu. Você, mesmo achando-se frágil, achando que não é capaz, se assustando com os problemas e dificuldades, você foi guerreira e venceu porque teve fé e continuou lutando. A sua espera há alegria em lotes.

Miquéias, desculpa se o papel não é de melhor qualidade, ou se eu sujei o banco da sua XTZ. Embora eu não seja rico, e não possa ser teu amigo, eu me contento e me alegro em ser mais que isso, cara. Hoje eu posso dizer que você tem sido um irmão pra mim desde que entrei no SENAI. Desde as primeiras coisas, como me ‘introduzir’ ao grupo, de fazer de teus amigos os meus amigos também, da tua casa a minha casa, da tua vida um pedaço da minha. Obrigado por você me ouvir falar de Gisla quando nenhum dos outros saiba ainda. Obrigado pelas caronas na Suzuki, espero poder te recompensar um dia. Obrigado pela insistência em me convidar pra ir pra igreja, isso é muito importante para mim, mesmo. Obrigado também por continuar ‘insistindo’ em mim, acreditando em mim, ficando do meu lado, mesmo eu te achando ‘burrinho’, mesmo estando tudo ‘sempre bem’. Acho que algo que o que eu jamais vou poder dizer para você é que você foi desleal, a não ser se você querer se engraçar pra cima de Gisla, aí você vai ter um problema bastante grande. Que você seja minha onomatopéia, meu querido.

Tudo que importa vai além. Claro que você iria ficar por último, meu bem, mas antes eu tenho que agradecer aos outros quatro, extremamente. Pois eles me permitiram te conhecer, me incentivaram a não desistir de nós, me deram conselhos. Conhecer a você, Gisla, foi uma das grandes coisas que já me aconteceu, a maior que me aconteceu no SENAI, com toda a certeza. Sempre agradeço por ter te conhecido, por ter você por perto. A você eu tenho que agradecer a doçura que você sempre foi comigo, mesmo antes de eu entrar no SENAI, quando a gente só se falava pela internet, até mesmo estando eu ‘estranho’, estando eu triste, estando eu alegre, estando eu como estiver. Devo agradecer por estar comigo por esses dias difíceis que tenho passado, em ser paciente e presente quando eu precisava falar com alguém, ou mesmo precisando só conversar. Acho que se tudo que nos aconteceu não tivesse nos trazido até aqui, para hoje sermos namorados, eu já estaria bastante alegre só por ter te conhecido, por ter tido a oportunidade de estar do teu lado, de estar contigo. Saiba que cada simples instante que estou contigo se torna grandioso. Agradeço a Deus por ter colocado no meu caminho, para andar comigo, alguém com as suas qualidades, virtudes, pensamentos e desejos. O diploma não vai ser meu maior presente no SENAI, mas você e esses teus (nossos) amigos. A você eu desejo o melhor que alguém possa ter. Te desejo a melhor família do mundo, tanto a que você tem agora quando a que um dia você irá construir. Te desejo sucesso profissional, e quanto a isso você não vai precisar de sorte. Você é competente, inteligente, esforçada, primorosa em tudo que faz, seja num trabalho de marketing que você recebeu para fazer quando saiu do berçário ou numa caneca acolá. Você é linda, mais que isso, você é uma mulher grandiosa, como amiga, como namorada, como filha, como irmã. Seu brilho é próprio.

A todos vocês eu cobro um pouco daquilo que vocês têm o direito de me cobrar: presença.

À vocês, os irmãos mais amigos que eu conheço, uma salva de palmas.

“O melhor de viver é estar vivo. Ter irmãos, ter amigos.”
Hebert Vianna.

Sobre os novos dias – !

•Julho 3, 2009 • Deixe um comentário

SEMÁFORO – A expansão do universo, o trânsito, as pessoas e as outras coisas. A alegria é um ruído, a tristeza é um grito. A alegria é como uma tela branca, e qualquer tinta, por mais clara que seja, vai se destacar. A tristeza é escura, e não há mais o que dizer.

SINÔNIMOS – Eu pensei em esquecer por alguns instantes, e até consegui, mas é impossível escapar. De alguma forma tudo que eu vejo tem um pouco de você, tudo que quero para mim tem um pouco de teus desejos, os meus sonhos nasceram dos seus sonhos. Somos termos da mesma equação, somos o plural de igual.

SMILE – Ah, a alegria existe, eu sei. Quer dizer, agora eu sei. Eu não sei onde ela mora, ou onde vive, mas sei como encontrá-la. Basta eu te encontrar, ficar perto de você. Basta eu olhar o teu olhar para eu ser preenchido com dezenas de sentimentos bons, Alegria. Alegria foi eu te encontrar, alegria é estar contigo, poder contar contigo, ser teu. Alegria é encontrar minha alegria na tua alegria, meu riso no teu riso. Alegria é poder dizer isso.

SWITCH – Nas noites que não te vejo eu deito mais cedo, que é para o tempo passar mais rápido, e ver o sol nascer e te ter mais perto. Quando você não me liga, meu pensamento se desliga do mundo e se liga em ti. On/Off e eu já nem lembro mais o último verso da nova canção, que por sinal, nem é tão nova assim. Quer dizer, não pra ti. Mas é pra ti, sim.

Mossoró, 14 de junho de 2009

Café Rápido.

•Junho 19, 2009 • 3 Comentários

Ela me pede três minutos para atender o celular, eu ofereço a vida inteira se ela quiser cuidar. A tristeza tem sido anúncios de Tv, o frio tem sido um leve arrepio. Se ela perguntar se vai chover eu pergunto o que ela vai querer.

Sobre você e o tempo

•Junho 6, 2009 • 1 Comentário

De longe eu olho. Observo com atenção cada movimento. Um olhar, outro olhar, mais outro olhar, e assim eu vou gravando cada simples movimento. Um sorriso que nasce após um gesto simples ou o coração que acelera com uma palavra dita, e nada mais eu percebo quando estou ao seu lado. Eu só consigo te olhar, e olhar, e olhar… Parece até que o tempo pára, mesmo já sendo pouco mais que 22h, mesmo que a gente nem o sinta passar. Das fotografias que não tiramos, essa é a minha favorita, a da moldura da mesinha central da sala: Eu, você e o seu sorriso mais bonito. A sintonia, cada curto riso demonstrando alegria, a harmonia. Dessa vez parece ser algo mais que um sonho, ou não. Talvez seja um sonho, um pouco diferente, é verdade, mas com as mesma perfeição.

viva-voz

•Junho 2, 2009 • 3 Comentários

vivavoz

- Fala amor, o que você tem que te deiixou assim? Ou será que eu me enganei? Por onde você andou enquanto eu te procurei? O que foi que mudou? Ou seria “quem”? Quem te fez sorrir quando você chorou? Quem foi que te estendeu a mão? Quem foi que te ajudou?
Desculpa se eu me calei quando você queria a minha voz. Desculpa se eu pus meu coração ao vivo em cores e em viva-voz. Eu só quis te proteger de algo que feria a mim, eu só queria ter você sorrindo assim, pra mim.

Meu amor, aonde você for, me deixa ir contigo, que eu te faço bem. E, se vierem os maus dias, eu vou buscar de volta aqueles dias que eu te fiz feliz. 

Café Frio.

•Maio 26, 2009 • 1 Comentário

Cada dia que passa aperta mais o nó ao redor dessa ferida. Como uma ostra ferida por um grão de areia eu tenho reverter essa dor em beleza. Calo-me e me afasto, fico mais em mim, e levo meus pensamentos para passear por aí. Você vai me perguntar por onde andei, ou o que eu venho sentindo esses dias. Talvez eu não saiba bem, talvez eu só consiga sentir. Talvez assumir seja doloroso demais, talvez eu não saiba assumir. Quanto mais eu me afasto, mais eu preciso de alguém por perto. Acho que é empatia se recolher para não ferir a quem se preza, ou, até mesmo, amor. Talvez eu esteje muito errado, talvez nem tanto assim, ou talvez nem esteja. O fato é, se a semente demora a germinar, é porque o ambiente ainda não está propício. 

Não vale a pena falar. Não mais. Ou ainda. Ou não.

Ausência.

•Maio 25, 2009 • 4 Comentários

- Vem cá, meu bem
- Parece que a gente não tá tão bem assim. Talvez o amor não exista mais para mim…
- Talvez eu nem saiba porquê.
- Eu sei que todo esse tempo que eu passei eu mudei pra ti, das roupas ao lugares que eu costumava ir e olha o que sobrou pra mim: A luz da televisão, o frio intenso em cima do colchão, as cartas espalhadas pelo chão. Prefiro a tua ausência à sua rejeição. Eu bem que tentei reencontrar em ti aquele alguém por quem me apaixonei, mas sabe, é difícil aceitar a solidão. Talvez vez você não saiba porque sempre que precisou eu estive ao seu lado, eu nunca fingi ser só mais um ‘apaixonado’, e, se um dia eu pedi demais, foi o teu abraço que eu pedi demais, aquele sorriso que me trazia paz. Todas aquelas coisas que eu sempre amei, a velha pessoa por quem eu me apaixonei, foi embora! [...] Na luz da televisão, no frio intenso em cima do colchão, nas cartas espalhadas pelo chão… É que eu me sustento agora.

Diluculum e Ocaso

•Maio 22, 2009 • 2 Comentários

- Ainda consigo lembrar do meu rosto antigo, agora eu sou o antigo.
- Pois é, meu amigo. Acho que estamos ficando velhos.
- Ele é covarde.
- Quem?
- O tempo. O tempo é covarde.
- Por que falas isso, meu bom?
- Ele não nos dá vida, mas nos faz perceber a mesma.
- Eu acho que ele é nosso amigo. Nos assusta com a idéia de que cada instante é único para nos fazer valorizar a vida.
- Penso que não. Quando somos jovens ele nos faz sentir o desejo de sermos quem não somos, mas quando chegamos aqui, onde estamos, ele nos faz sentir saudade de quem fomos um dia.
- E de que você sente falta? Do trabalho? Do estresse? Eu gosto muito mais agora. Não trabalho, mas tenho meu dinheirinho da aposentadoria, tenho quem faça as coisas para e por mim, tenho quem se preocupe comigo, meus filhos todos cresceram e agora são bem sucedidos, têm suas próprias famílias, tenho minha velhinha em casa… Eu acho que não podia ter vida melhor.
- É, eu sinto falta do estresse, da falta de dinheiro, das brigas em casa, da incerteza do futuro, do medo de não ser realizado profissional e pessoalmente. É isso que é a vida, essa confusão toda. Você já parou pra pensar onde estamos nós agora, Mário?
- Estamos vivendo, Baltazar, sem problemas. Não é isso o motivo de lutarmos a vida inteira? Esse sossego? A melhor idade?
- A melhor idade? Estar morrendo foi a pior coisa que me aconteceu, a morte não, mas estar morrendo sim. Eu agora me sinto inútil. Há coisas que eu queria fazer, mas meus ossos ou lucidez não me deixam mais. Eu nunca saltei de pára-quedas, nunca quebrei uma perna andando de esqueite, nunca fugi de casa para acampar com os amigos num terreno longe da cidade.
- Velho, você é louco? [risos]. Toma seu café e lê teu jornal em paz, o teu tempo de fazer isso já passou.
- Aí que tá, o tempo me deixou pra trás. O tempo veio antes de mim e continua jovem, e eu agora sou chamado de velho.
- Baltazar, você está ficando ‘gagá’? Pára com isso, amigo.
- Eu queria ter vivido mais.
- Vive agora, então. Dinheiro você tem, vontade parece que também.
- Eu não tenho mais é tempo, ele me deixou para trás mais uma vez.
- Deixa conversa, você tá novo ainda, sessenta e quatro é mesmo que ter vinte e quatro. Vai, faz o que quiser!
- Mas três meses é muito pouco para se fazer tudo isso.
- Do que você tá falando?
- Fui ao médico com a Roberta, fazer exames de rotina, e o doutor lá descobriu um tumor em meu cérebro, me deu três meses, mas que podia ser menos ou mais.
- Como assim? Você não sentia nada? Como só agora você descobriu?
- O doutor disse que ele cresceu muito rápido. Eu sentia dores de cabeça, mas achei que fossem normais, coisa da idade ou qualquer coisa menos grave.
- Isso não pode ser sério, meu amigo! Procura outros médicos, refaz os exames…
- O doutor Leonardo é o melhor, Mário, ele sabe o que faz.
- E agora? O que você pretende fazer?
- Comprar um esqueite.

Amizade

•Maio 22, 2009 • 1 Comentário

- (do latim amicus; amigo, que possivelmente se derivou de amore; amar, ainda que se diga também que a palavra provém do grego) é uma relação afetiva, a princípio sem características romântico-sexuais, entre duas pessoas. Em sentido amplo, é um relacionamento humano que envolve o conhecimento mútuo e a afeição, além de lealdade ao ponto do altruísmo. Neste aspecto, pode-se dizer que uma relação entre pais e filhos, entre irmãos, demais familiares, cônjuges ou namorados, pode ser também uma relação de amizade, embora não necessariamente.
A amizade pode ter como origem, um instinto de sobrevivência da espécie, com a necessidade de proteger e ser protegido por outros seres. Alguns amigos se denominam “melhores amigos”. Os melhores amigos muitas vezes se conhecem mais que os próprios familiares e cônjuges, funcionando como um confidente. Para atingir esse grau de amizade, muita confiança e fidelidade são depositadas.
Muitas vezes os interesses dos amigos são parecidos e demonstram um senso de cooperação. Mas também há pessoas que não necessariamente se interessam pelo mesmo tema, mas gostam de partilhar momentos juntos, pela companhia e amizade do outro, mesmo que a atividade não seja a de sua preferência.
A amizade é uma das mais comuns relações interpessoais que a maioria dos seres humanos tem na vida. Em caso de perda da amizade, sugere-se a reconciliação e o perdão. Carl Rogers diz que a amizade é “a aceitação de cada um como realmente ele é“.

 

Fonte: Wikipédia

Delicadamente…

•Maio 21, 2009 • Deixe um comentário

..ela me olha. Olhos brilhantes, fixos. Ela nem percebe, mas um sorriso vai surgindo lentamente. E como eu sei? De onde estou consigo ver cada pequena parte de teu rosto. Eu poderia passar a vida inteira nesse ‘andar’, te olhando perto assim. Passar as mãos em teus cabelos, beijar teu rosto, falar ao teu ouvido, te ver sorrir. Então ela olha para o lado, a TV possivelmente chame mais atenção. Ela olha atenciosamente para a TV e me pede para calar para ela ouvir o que eles dizem. Eu fico olhando para ela enquanto ela sorri com algo engraçado dito pela atração principal. Enquanto cada som que faço é perceptível para ela que presta atenção na TV, cada movimento que ela faz me deixa um pouco mais distante do mundo. Embora o café agora esteje mais frio, ainda não é tarde para provar. Olho para nós como uma moldura, a cena final de um filme que pára enquanto você sorri. E assim, lentamente, eu me distraio. Penso em algo que depois que torno a mim nem consigo lembrar, mas quando vejo ela olha para mim. Eu sorrio, ela sorri. Beijo-a no rosto e rascunho um abraço, enquanto faço planos para o que o que nunca deixou de ser.

ampulheta.

•Maio 19, 2009 • 2 Comentários

Ela se foi. Aquela vida se foi. Não foi só uma despedida, foram planos desfeitos, sonhos destruídos, e um vazio imensurável. Aquelas canções que cantávamos e ouvíamos juntos já não fazem mais sentido. Já não fazem pulsar aquela antiga emoção, nem nascer o prazer na tua companhia. Alguns momentos bons em fotografias, mesmo não impressas, mesmo não tiradas. Lembro que me sentia seguro ao estar sobre teu cuidado, sobre a tua voz mansa; lembro-me de esperar para te ver, e passar um pouco do teu tempo livre ao teu lado, fazendo coisas legais, ou não. O mais difícil para mim não é deixar isso de lado, é ver que podia ter sido diferente. Você fez sua escolha, eu te apoiei, e vamos ser felizes assim, sempre somos. Não vou abrir mão de te ver, não vou abrir mão de compartilhar tuas vontades e desejos. Nos sonhos acordados eu quero ser teu espectador, e na realização desses, eu quero estar na primeira fila. Você vai fazer muita falta, e já faz, mas a fraqueza que me faz não me deixa te assumir. Fica bem, e não faz barulho antes de sair. Saia de mansinho para que eu não perceba, assim pode ser mais fácil, rápido e indolor.
Parece que foi só outro sonho bom.
É, foi só um sonho bom.

Long Plays

•Maio 19, 2009 • 3 Comentários

Ouvi sem querer, e não faz muito tempo, enquanto estava na fila do banco, sobre os planos de alguém. Era uma linda jovem, em seus aparentes 23 anos. Ela dizia para este senhor (bastante idoso, e que conhecera ali mesmo, naquela fila) que iria se casar neste final de semana, e que estava ali para retirar um pouco do dinheiro que tinha na poupança para os últimos detalhes. Disse que estava amando este rapaz, Otávio, e que ele era o homem perfeito para ela. Ele era a personificação de um sonho bom que ela tivera aos doze anos de idade, do cabelo partido para o lado direto, de fios claros, formando-se em direito como o melhor aluno da turma. De família boa da classe média, o melhor partido da cidade. Ela lhe contou sobre os planos, a casa na capital decorada ao próprio gosto, os planos para o primeiro filho depois dos dezesseis primeiros meses, o dinheiro para ajudar a mãe no final do mês e compras no shopping com as amigas na sexta-feira depois do expediente na loja de perfumes franceses. O senhor ouvia com atenção o buquê de sonhos da jovem, sorri e não fala nada. A moça ainda continua dizendo que já escolheu seu vestido, e que será o mais bonito que alguém poderia usar, e que será o mesmo usado pela mãe dela quando a mesma se casou. Ela disse que se sente a mulher mais realizada e que convidou a todos que conhecida para a cerimônia na igreja, diz que quer que todos estejam presente no dia mais feliz da vida dela.
Assim, por algum tempo ainda vi aquela jovem falando entusiasmada de seus preparativos para o casamento para aquele senhor. Não demorou muito a fila andou, e a moça tomou um caminho diferente de mim e do senhor dentro da agência bancária. Ao chegarmos na outra fila, ficamos do lado, eu e o senhor. Seu Júlio, era o seu nome. Disse que era ex-comandante da marinha, que havia morado em Recife por muito tempo e havia decidido voltar para Natal depois que se aposentou para morar com os filhos, pois estava ficando velho. Então ele me perguntou:
- Você viu aquela jovem bonita que estava aqui, meu rapaz?
- A de blusa azul? – perguntei eu.
- Isso mesmo. Ela estava a me contar sobre seus planos, disse que iria se casar, estava tão empolgada que acho que deu para você ouvir, já que estava ao lado.
- [risos]. É, eu ouvi sim. Ela parece bastante feliz, não?
- Sim, ela estava sim, mas há um problema, meu rapaz. Eu sou vivido já, eu tenho 72 anos e nem devia estar nessa fila, estou aqui porque não quero me sentir inútil, eu quero mais é aproveitar o pouco que me resta nessa vida inútil, mas isso não vem ao caso. Meu jovem, vocês hoje em dia se apaixonam muito rápido. Acredito que essa menina não esteja amando esse rapaz, nem ele a ela, eles só se conhecem por 11 meses. Na minha época a gente passava de dois a três meses só para ter permissão a visitar a moça, e hoje vocês a beijam ou já dormem na primeira noite. O mundo anda estranho, e podem me chamar de careta. Esse respeito ou medo, o que quer que seja, que havia na nossa época era o que tornava prazeroso o romance. Você não esperaria três meses para poder apenas pegar na mão de um moça, esperaria?
- [risos] Não, não esperaria.
- Então, aí que tá. A gente, antigamente, gostava primeiro da moça e a partir daí começava a cortejá-la. Depois tinha que ir na casa dela, todo ‘engomadinho’ pedir a mão dela em namoro ao pai dela. Não era qualquer um que fazia isso não. Hoje pode parecer careta, mas preste bem atenção: todos (ou a maioria) dos casamentos que se fundaram assim permanecem até hoje. Hoje em dia ainda é comum se ver casais de velhinhos com 50 anos de casados, mas daqui pra frente vai ser raro encontrar alguém com dez anos de casado. O amor virou banal, meu filho.
- E o senhor, é casado a quanto tempo? Vejo a aliança em teu dedo…
- Eu sou viúvo, meu rapaz. A Eva faleceu faz trinta e três anos.
- E o senhor continua usando aliança, seu Júlio?
- Ora, meu filho, antes de nos casarmos eu prometi ao pai dela amá-la até o fim de meus dias, e eu sou homem para cumprir minha palavra. É disso que eu falo, meu jovem, em amor para a vida inteira. Eu já amava a Eva quando eu comecei a namorá-la e a cada dia que se passava eu tinha mais certeza que ela era a mulher que Deus tinha para ser minha. E foi, ficamos juntos por 32 anos, mas casados até hoje. Eu nunca amei ou sequer me senti atraído por outra mulher depois de Eva. Essa aliança é o símbolo de dedicação a ela, e amor até o fim de meus dias.
- Disso eu sinto inveja, desse amor duradouro de vocês. Espero que um dia eu possa encontrar alguém assim para mim.
- Meu filho, você encontrará, tenha certeza. A mulher certa para ti é aquela que te fizer sentir coisas que você jamais sentiu, e que te rouba a lucidez e te faz pensar e fazer bobagens. O amor é louco meu filho, mas você pode procurar pelo resto dos teus dias coisa melhor, e não irá encontrar. E quando você a encontrar, jovem, dedique sua vida a ela, e você será feliz a fazendo feliz, esse é o segredo. Agora eu vou ter que ir por aqui, é minha vez. Foi bom falar contigo.
- Ah, muito bom falar com o senhor também. À propóstico, meu nome é Sérgio.
- Muito prazer Sérgio, pensa no que eu disse, e que Deus a mande e que você a encontre e reconheça.
- Reconheça, como assim?
- Mais uma vez, prazer, meu jovem!

61 Dias.

•Maio 18, 2009 • 1 Comentário

Cena #01.
O fim do espetáculo. As luzes vão se apagando lentamente, as cortinas se fecham rapidamente e gradualmente começam (como chuva) as palmas.

Cena #02.
Pra de Copacabana. O último e o primeiro dia separados por 10 segundos em LED em algum lugar da Avenida Atlântica, por (mais) um recorde de fogos de artifício e beijos emocionados e embalados a champanhe para viagem.

Cena #03.
A canção mais esperada, deixada para o final para concentrar emoções. Quatro acordes, três estrofes e um refrão. Lágrimas de quem recorda tristes momentos, sorriso e euforia de quem apenas acompanha o refrão.

Cena #04.
O outro lado da cidade. O lugar mais lindo para se admirar as luzes e neons da cidade. Longe de todo o barulho e agito, restou só uma garrafa com chá, um tela em branco, um resto de tinta vermelha e dois recipientes (cheios) de tinta preta.

Cena #05.
Luzes do televisor que ficou ligado para sentir-se menos só. Notícias dos lugares que jamais visitou, pessoas que jamais conhecera (á). O livro favorito marcado na página 213, da terceira vez que é lido. A cama um pouco mais vazia para uma vida um muito mais cheia.

Cena #06.
O telefone toca pela quarta vez sem ser atendido no apartamento vazio do 4º andar. Ela deixou um recado sob o porta retrato dizendo que o jantar ela guardou na geladeira, e que volta na segunda feira. Não se sabe se daqui a dois dias ou daqui a dois meses.

CORTA! Desliga a TV, se vira à esquerda para dormir. Chega de viver. Por hoje.

CORTA! Chega de sonhar. Por hoje.

Pássaro de fogo.

•Maio 14, 2009 • 1 Comentário

Não é fácil, nunca foi. Acordar e de certa forma sentir o mundo diferente, o sentimento de algo que, mesmo distante, fará falta. Queria estar do teu lado e poder te confortar, dizer as palavras que você precisa ouvir, ou apenas calar e te oferecer meu ombro. Por que você não abre mão da tristeza e sorri para quem sempre quis te ver sorrindo? É doloroso, eu sei, sempre é, e eu quero estar do teu lado, te ver cuidar dessa dor, se recompor, e te ajudar nisso. Você é forte o suficiente, nós dois sabemos. Quer conversar? Me chama. Quer meu ombro? Chega mais perto. Me quer por perto? Olha para o lado.

cafés frios

•Maio 12, 2009 • Deixe um comentário

- Olha só onde o barco quis encalhar.
- Lembra que no começo, quando a gente olhava para os lados e não via nada, chegamos a pensar que isso não iria levar a lugar nenhum?
- Acho que Deus brincou mais uma vez com nós…
- … ou a gente não seguiu bem as regras… 
- … ou seguimos demais.
- Eu pensei que fossemos mais longe.
- Eu nem quis pensar, tive medo de esperar demais e me decepcionar, optei por permitir me surpreender.
- Mas assim não é tão incerto? Como planejar a próxima remada?
- Eu não planejo, vivo cada uma. Nunca é igual, ao menos nunca foi. Cada parte da mesma água que toca os remos são diferentes a cada nova remada.
- Você mudou, sabia?
- Acho que os ventos também, erga as velas.
- Você não vai assumir isso nunca, não é?
- Eu assumo o remo e você levanta as velas, certo?

Duas cruzes.

•Maio 11, 2009 • Deixe um comentário

Ela disse “Vambora, meu bem”. Ela me pegou pela mão e atravessou a avenida. Ela olhou para cima. Ela me disse que queria amar um dia, e eu ofereci meu sorriso. Ela me disse que talvez, um dia, queira casar e ter dois filhos, eu ofereci meus olhos e minha casa. Ela diz que anda sem tempo, e eu tenho tempo demais pra ela. Quando ela corre para pegar o ônibus e chegar na hora certa, eu corro para aproveitar mais tempo ao teu lado. Assim, no fim, tudo que oculpa teu tempo vai chegar ao fim (talvez), e ela (talvez), fique sem nada pra oculpar teu tempo ou pra te acompanhar num jantar; então, meu bem, nessa hora eu vou estar aqui, da mesma forma, procurando outra maneira pra estar mais perto de ti.

Texto postado no Os Olhos Não Envelhecem.

Cafés Frios .. ..

•Maio 9, 2009 • 1 Comentário

Não. Eu vou te chamar no meio na noite, enquanto eu chorar. Quando eu estiver só, você ainda vai estar aqui, e disso eu sei. Pois foi você quem disse pra eu não desanimar, foi você quem me ensinou a ser quem eu sou. Porque foi você quem me amou primeiro, e não pediu nada em troca. Eu nunca vou encontrar como dizer o quanto, mas você sempre vai saber, pois eu vou te devolver o mesmo amor. Uum dia vai chegar minha hora de passar adiante, e eu vou lembrar de você, eu sei.

Narcisos

•Maio 7, 2009 • 1 Comentário

Ela tem as palavras que eu queria ouvir, mas as guarda a sete chaves e sorri. Ela tem tudo que eu procuro e me dá a dosagem necessária para que eu fique por perto. Ela poderia estar numa canção do George Harrison ou de Cazuza ou de Marcelo Camelo, mas é dela a canção que eu fiz. Se a beleza fosse brilho, estaria naqueles olhos verdes; se fosse o sabor estaria na doçura de teus gestos. Mas a beleza é lúdica como os sonhos, iguais aos que tenho nas noites em que eu vejo mais. Ela poderia ser meu principal desejo, mas isso ela já foi há muito tempo atrás. Ela poderia ser aquele sonho que se repete noite após noite, mas disso ela já me acordou há muito tempo. Agora ela é mais, e talvez nem saiba. Ela está a um passo para ser a diferença entre a realidade e ficção, mas esse passo eu não posso deixá-la andar sozinha.

- Então, meu bem, o que você me diz de um café no fim de tarde comigo hoje e pelas próximas canções estações do ano?

Cafés Frios ….

•Maio 6, 2009 • 1 Comentário

Olá. Meu nome é Serena, ou como me chamam, Senhora Serena. Tenho 44 anos, sou professora de uma escola do estado, tenho quatro filhos. Quero lhes contar uma estória, e talvez nem haja um motivo para isso. Ao dia 17 de julho eu nasci, mas a minha certidão de nascimento é do dia 22 de julho, assim, tenho dois aniversários. Meu nome foi escolhido por meu pai. Das vezes que eu o questionei sobre o meu nome ele disse que eu me chamaria Amélia, porque era o nome de sua mãe, mas a mãe havia adoecido devido problemas muito graves e ele teve medo de perdê-la, e, por ela preferir Serena, ele me registrou assim, em amor à minha mãe. Serena era o nome que minha mãe queria, ela disse que havia escolhido esse nome desde os seus 12 anos, quando pensou pela primeira vez em ter uma menina. Meu pai morreu antes de completar 67 anos de idade, devido um tumor no cérebro. Minha mãe morreu fazem duas semanas. Três semanas atrás eu descobri um câncer na mama, e no começo dessa semana o Oswaldo (até então meu esposo) saiu de casa. Próximo mês acaba o seguro-desemprego do meu filho do meio, o mais velho já casou. Os dois mais novos estão na escola, por isso recebemos ajuda de um programa do governo. Meu filho mais velho, que mora fora, me dá uma ‘mesada’ todo mês, o que tem sido nossa renda mensal, junto com o seguro-desemprego do meu outro filho e algumas trufas que eu vendo para conseguir algo mais, já que só meu salário de professora não dá para tudo. A vida não é fácil, meus filhos, mas acima de nós ainda há um Deus maior, e não vai deixar que nada falte. Quando tudo parecer perdido, Ele ainda vai estar ali, e vai nos amar incondicionalmente, e é nEle que eu me sustento, sei que nele eu posso me refugiar.

•Maio 5, 2009 • Deixe um comentário

É fácil seguir ao lado de alguém quando se enxerga o caminho. Pois bem, amor, ponha em meus olhos uma venda, e eu continuarei contigo, do teu lado, seguindo no caminho que você me guiará.

Cansei de ficar só…

•Maio 4, 2009 • 1 Comentário

… quero ficar só com você.

Fez – I

•Maio 2, 2009 • Deixe um comentário

Eu já caminhei demais. Foram dias quentes, noites de um sono perdido, só não mais que eu. Eu só sabia que era tarde quando o sol se punha no horizonte distante, depois disso, eu ficava perdido entre o entardecer e a alvorada. Quando as horas passavam eu olhava para os lados procurando um lugar para me manter aquecido, uma chama para manter acesa meus sonhos. Um passo de cada vez e miragens a cada novo som no ouvido…