Outros dias.
Publicado por jonathasiohanathan em Uncategorized em Janeiro 12, 2012
Corremos através do tempo
Esperando sempre mais
Nos perdemos sempre mais um pouco
Não olhamos nunca para trás
Nós sabemos o que queremos
E a cada dia queremos mais
Juntos fazemos o que podemos
Por um ideal que vale muito mais
Não desistiremos nunca
Nunca te deixarei pra trás
Porque juntos somos um
Mais fortes que muitos mais
“Sem medo”
Publicado por jonathasiohanathan em Uncategorized em Janeiro 4, 2012
Há algum tempo que eu escrevi diretamente aqui umas palavras ordenadas. Eu não tinha idéia do que eu queria que fosse. Pensava como se fosse uma história, escrevia como se fosse uma canção e imaginava como um sonho. “Sem medo” vem a ser para aos que participam do processo produtivo do “um fim de tarde em qualquer lugar” – primeiro EP da banda da que faço parte, a trintadeoutubro -, uma das músicas mais empolgantes. Resolvi falar dela aqui pois acho que um dia gostarei de me lembrar os motivos e sentimentos que essa canção me traz, se for o caso de um dia eu me esquecer.
“Sem medo” tem para mim vários sentidos distintos.
1º sentido – trata-se da história de um homem de mais ou menos 53 anos que, quando jovem, assim como milhares de brasileiros nordestinos, resolveu arriscar sua sorte indo com a roupa do corpo para São Paulo com a crença de que conseguiria uma vida melhor e voltaria para ajudar sua família. De forma resumida a canção tenta falar da volta do mesmo a sua terra natal, exaltando as coisas boas e os motivos que o levam para isso.
ou outros eu ainda não concretizei.
201.2.
Publicado por jonathasiohanathan em Uncategorized em Janeiro 4, 2012
Eis aqui aquele velho comentário sobre 2011. Este, mais que os outros, vem ser para mim um ano bom. Tivemos novos planos, conhecemos coisas novas, insistimos em coisas antigas, vimos que precisariamos esquecer outras tantas, deixamos brechas para novas que estão por vir. Sinto em mim que 2011 foi um ano de mudança, seja ela de comportamento, roupas, músicas, frases ou temas. Aprender a admirar as coisas simples da vida é um exercício contínuo que ouso realizar a cada instante. Gostaria de ser sensível a ponto de sentir o mundo como Jeff Buckley. Eu venho a cada dia buscando coisas novas em mim para pavimentar meus próximos passos. Da janela de minha sala no primeiro andar do meu trabalho eu observo o céu quase a cada instante. Tomo uma antena de rádio como referência tornando mais perceptível que o tempo está passando junto com o vento e mudando junto com as nuvens, deixando para trás tudo aquilo que insiste em obedecer as leis da estática. Que no próximo ano seja melhor e, diferente da estática, que o somatório das nossas forças em quaisquer direções seja diferente de zero e possamos sair da inércia. Agradecemos a todos aqueles que insistentemente visitaram este quarto (trintadeoutubro) a procura de algo novo se decepcionando com um cara amargo que demorou para colocar o que sentia e pensava para fora. Desculpa pelos poucos sinais de vida aqui neste ano, mas nesses tempos em que fico longe daqui eu estou querendo dizer que a vida tem estado mais interessante para se viver do que se comentar. Que toda vez que você vier aqui e ver que está tudo igual, não entenda como falta de interesse, mas sim perceba o interesse de um alguém que está curtindo tanto o que está acontecendo aqui fora que preferiu ficar mais um pouco. Eu sempre digo: eu vou e volto o tempo todo.
Um abraço mais que apertado a todos os visitantes, passageiros, amigos, familiares e aqueles que acreditam que o amor pode mudar o mundo.
Que Deus abençoe nossas vidas e o mundo nos próximos dias.
iceberg.
Publicado por jonathasiohanathan em Uncategorized em Novembro 30, 2011
Eu não sei, mas estou com a impressão que tenho um coração preso na garganta. Tenho um turbilhão de coisas estúpidas para dizer, sinto uma supernova de sentimentos que queimam a pele e externá-los é impraticável. Não há coisa pior no mundo. Não há, acredite(m) em mim. É como se queimassemos pilhas de fotografias e as histórias contidas em cada uma delas. É como se diminuíssemos à insignificância toda uma história de risos. Diria também que é como se depois te tanto prometer, o amor virasse a menor de todas as coisas. Tudo é motivo, nenhuma alternativa é aceitada, todas as vias são inviáveis. O amor vira uma caixinha de pipoca que, depois de guardar o bom, no final se joga fora. Eu sempre achei que o amor estivesse acima de tudo e continuo com o mesmo pensamento. Nada nessa vida está acima do amor. Eu lembro que eu já falei que o amor tudo suporta, tudo perdoa, tudo supera. Que somente o amor vai trazer para o céu um novo dia, vai fazer o novo nas cinzas, e fazer sorrir a quem só sofria. Amar não é suficiente. Está claro agora. Eu aceito que jurar não será grande coisa, mas eu continuo achando que não será tão fácil assim. A música “fix you” do coldplay martela o tempo todo da cabeça, como se tocasse uma parte só: “when you love someone but it goes to waste”. Então, junto com as fotografias e momentos vão juntos os sentidos das canções. Sei bem que quando a fundação de uma edificação está comprometida, toda a estrutura estará. Eu sei bem. O pior é isso, eu sei bem.
elementos finitos.
Publicado por jonathasiohanathan em Uncategorized em Novembro 7, 2011
Subdividir. Analisar as partes. Resolver por partes. Extrapolar. Fazemos isso quando é complexo, quando é pesado demais. Acordes viram riffs, uma música inteira em três estrofes e um refrão, um capítulo de um livro inteiro por dia, um dia de cada vez em uma semana, muitas conversas de uma mesma briga, muitos passos de uma mesma caminhada. Dividimos para ficar mais fácil, aguentar um pouco mais, adiar o inevitável, para sofrer um pouco menos talvez… Por que não? Essa é a pergunta que deveria substituir outro simples ‘por que?’. Eu tenho vindo pouco aqui porque não tenho tempo mais para mim. Esqueci de subdividir meu tempo. Eu me dividi tanto com outras pessoas e partes de minha vida que acabou faltando um pouco de mim para mim. Estou juntando por aí pedaços de mim depositados em estrofes, projetos e pessoas. Andando em linha reta aproveitamos menos o caminho. Eu penso nisso esses dias. Só nisso.
Inverno
Publicado por jonathasiohanathan em Uncategorized em Agosto 17, 2011
Noites longas sem dormir
Na tv nada de interessante para assistir
Voce relembra aquele que um dia esteve aqui
Sempre te dando um motivo para sorrir
Fotografias antigas,
Historias que ficaram perdidas
Tudo poderia ter sido tao diferente
Mas o vento mudou de repente
Explica porque agora?
O que te fez partir
E desistir de mim
Dos nossos planos
Me diz
Os lugares que me lembram os momentos
Sao os filmes que assistimos no sofa
As cancoes que contaram nossa historia
Os invernos em que passamos juntos
As alegrias encenadas nas lembrancas
A gente poderia ter sido mais feliz
O homem do espaço.
Publicado por jonathasiohanathan em Uncategorized em Agosto 17, 2011
O homem das estrelas vivia tao só. Não tinha amigos, não conhecia garotas, não ouvia rock inglês. Dizia ser um homem dedicado a ciência, e que pedia a Deus a comida do lar. Ele viajava o universo sempre em busca de respostas. Quis saber de onde veio, para onde ia e porque de ter que sofrer. Quis saber porque tanta gente ainda vive na rua já que o mundo inteiro é tao grande. Sentia falta dos amigos, da brisa fria, da cama quente, dos sorrisos nas fotografias. Queria saber porque a vida embora sofrida nos fazia sorrir. Quis andar o mundo explicando que não é difícil entender que somos um. Somos irmãos e irmãs lutando por um mesmo sonho. Todos queremos paz. Todos queremos um abraço amigo. Todos queremos união, todos queremos encher o coração de amor. Espalhe amor, viva o amor, inspire o amor, respire o amor. Espalhe amor, espalhe amor, espalhe amor.
café com frio.
Publicado por jonathasiohanathan em Uncategorized em Julho 13, 2011
Carrego um coração cheio. Cheio como esse céu no mês de julho. Decifrar o humor desses dias é tão difícil quanto adivinhar se vai chover ou não. Tudo muda rápido demais. Não dura sequer o tempo de ser aproveitado. Bom para as coisas ruins, ruim para as coisas boas. O cérebro é como meu armário: se eu não guardasse tanta coisa antiga, talvez desse para organizar mais as coisas novas. Um dia desses eu vou juntar as idéias, esvaziar o coração, cuspir as frases e trazer novidades. O corpo pára, a cabeça voa. De eu tivesse tempo para fazer um terço das coisas que planejo eu não teria tempo para pensar bobagem. Como anda tudo tão corrido, vim correndo para lembrar a você e a mim mesmo que, como já foi dito: eu vou e volto o tempo todo.
Bem maior
Publicado por jonathasiohanathan em Uncategorized em Maio 30, 2011
Um pensamento solto, só
Dançando à deriva
Caminha lentamente sem nunca chegar
Veja só:
“A vida vai passar diante dos meus olhos
sem eu pra participar”
Me chama pra dançar
Me diz que não há motivos em sermos sós
…Os mesmos outros em um outro lugar
Pra onde foram os meus dias?
…Que hoje eu acordei com uma coragem incomum
Hoje eu vou correr a cidade inteira
Seguindo um sentimento bom
Hoje eu vou viver
Por algo mais que ar
Quero um futuro mais justo!
Pois o que eu carrego em meu coração é mais
Bem maior que o mundo
Bem maior que isso tudo
É bem mais… Bem maior
O retorno do filho
Publicado por jonathasiohanathan em Uncategorized em Maio 20, 2011
Afasta-se de mim a força que segurava o choro, e no travesseiro apertado me esvazio de palavras mudas que escrevem a falta das suas manias e gosto, quando deitado na sala, como na fotografia em cima da tv. Desliga o rádio, conversa um pouco, compartilha uma risada para preencher essa sala. A falta que eu sinto de um filho que não tive me doe tanto quanto todas as alegrias que eu deixei de ter por não te visto nestes últimos dias, mesmo te sentindo tão perto, bem maior do que eu e ainda cabendo em mim. Mas agora eu derramo esse choro como se cantasse sua volta, anunciada com um enorme aperto do peito, retorcendo em pedaços espalhados na sala, com a nossa vida contada nas fotografias da parede da sala de estar. Esquece que o passado fica gravado nas lembranças. A vida que tive alimentando as lembranças de que, um outro dia, outra hora, você vai entrar por essa porta, ansioso por um abraço, com a camisa amassada, o cabelo assanhado pra se afundar em um choro regado no amor que corre além dessas veias. E que seja bem mais que um sonho. Tua volta, comemorada com canções não sobre o que fomos, mas sobre o que queremos ser.
Sem medo
Publicado por jonathasiohanathan em Uncategorized em Maio 11, 2011
Vou correrrendo para o rio
Quero me banhar em águas limpas
Aonde corre tua vida
Vou correndo para as montanhas
Onde vou construir minha vida
Quero a segurança do seu cuidado
Eu continuo perseguindo um sonho
Que não acabe com o nascer do dia
Que não ruine com as chuvas do inverno
Pois eu tenho o mesmo sonho todo o dia
Vou correndo para a praia
Velejar até onde o céu encontra o mar
Quero a liberdade de amar sem medo
Vou correndo para aqueles braços
Que não conhecem o medo
Para não temer o que o futuro traz
Sem jamais olhar pro que ficou
Eu quero um sonho que não acabe com o nascer do dia
Pois eu tenho o mesmo sonho todo o dia
Bem maior
Publicado por jonathasiohanathan em Uncategorized em Maio 9, 2011
Um pensamento solto, só
Dançando à deriva
Caminha lentamente sem nunca chegar
Veja só: A vida vai passar
Diante dos meus olhos
Seu eu pra participar
Me chama pra dançar
Me diz que não há sentido em sermos sós
Os mesmos outros em um outro lugar
Hoje eu vou viver por algo além de ar
Quero um futuro mais justo
Pois o que eu carrego em meu coração é mais, bem mais
Bem maior que o mundo, bem maior que isso tudo
Ao vivo, em cores, em viva voz.
Publicado por jonathasiohanathan em Uncategorized em Maio 9, 2011
Viva-voz:
Ausência:
[http://www.youtube.com/watch?v=OZHRz86kRO4]
Guardanapos.
Publicado por jonathasiohanathan em Uncategorized em Abril 27, 2011
Numa quarta, talvez como ontem, uma segunda, eu liguei pra ela no meio da tarde, algo como às 15h de um domingo, porque eu estava certo que ela estava dormindo. Eu liguei mais que somente por isso. Eu aliguei por ter a certeza que ela não iria me contar um fato baseado na física. Eu teria certeza que ela não mudaria o tom de voz pra disfarçar o sono e que estava aborrecida por eu ter lhe acordado. Eu estava certo, tão certo, que ela faria tudo isso que eu cheguei até a acreditar que ela atenderia de primeira. Mas ela se explica e diz que o telefone só chamou uma vez… ou 11. E é por isso que eu a amo. Porque ela tem defeitos e não muda só para me agradar. Porque ela não me atende, às vezes nem entende, mas não se cansa de ter que antender minhas ligações a cobrar. Ela não se queixa de nada. Só de ser amor em troca.
Pelos velhos tempos.mp3
Publicado por jonathasiohanathan em Uncategorized em Abril 7, 2011
No myspace da banda 30deOutubro [ www.myspace.com/30deoutubro ], já está disponível a canção “PELOS VELHOS TEMPOS”. A letra da música já foi postada recentemente aqui no Blogue, e é mais uma das canções do primeiro EP da banda.
“Pelos velhos tempos” é mais uma canção sobre separação e falta.
O download da mesma pode ser realizado, assim como de todas as outras músicas, no www.30deoutubro.4shared.com
eu, o amor.
Publicado por jonathasiohanathan em Uncategorized em Março 28, 2011
Ache um bom lugar pra me guardar, pois quando eu chegar eu vou pendurar o meu chapéu e vou ficar. Vou me deitar no teu sofá, vou colocar minhas chaves na tua mesa. Vou lhe pedir um café, usar tua toalha, sentar à tua mesa e lhe fazer acreditar que eu sou parte da sua vida. Eu vou roubar teu sono para ganhar teu peito. Eu vou te fazer dançar a minha dança, vou lhe iludir por inteiro. Eu vou te fazer feliz, vou te fazer chorar, vou te cegar. Vou te fazer viver seus sonhos, vou transformar tua vida em um inferno e no final ainda te farei dizer que valeu a pena. Vais ouvir falarem da minha beleza, do meu encanto e da minha destreza. Muito prazer em lhe conhecer: Amor.
O meu lugar
Publicado por jonathasiohanathan em Uncategorized em Março 24, 2011
Eu era triste antes de te conhecer
Eu era cego e hoje eu consigo ver
Tudo era cinza antes de você chegar
E trazer a sua luz para me iluminar
Eu estava perdido até te encontrar
E me estender a mão só querendo ajudar
E enquanto você só oferecia um ombro amigo
Eu já sabia que aqui era o meu lugar
Nos teus braços é o meu lugar
No teu pensamento é onde eu quero estar
E no teu coração é onde eu vou morar
Porque aqui, aqui é meu lugar
Meridionais
Publicado por jonathasiohanathan em Uncategorized em Março 24, 2011
Penso estar envelhecendo rápido demais
Ontem eu tinha vinte e poucos e hoje eu tenho muito mais
Aliás,
O tempo passou rápido demais
Lembro de todos os filmes que eu nunca vi
Histórias e lugares que eu nunca conheci
Mesmo assim,
Eu acho que vivi e pra mim tá bom assim
Vai,
Me leve no vento,
Me leve no peito,
Me leve ao final
Vai
Que eu sigo o tempo
Medindo em momentos
Meridionais
Queria eu estar fazendo o que me satisfaz
Ter mais planos pro futuro e de quebra paz
Mas não
Eu perco minha vida inteira pra ter no fim do mês o pão
Lembro de todos os livros que eu nunca li
Histórias e pessoas que eu nunca conheci
Mesmo assim
Penso que ainda é cedo pra isso ter um fim
Publicado por jonathasiohanathan em Uncategorized em Fevereiro 18, 2011
Ela caminha na avenida, como nos filmes que aqui já citei. Ela controla o vento e ordena à chuva que só caia quando ela passar. Então ela passa, o tempo se transforma, e a chuva que o dia todo a esperou cai descontroladamente. Ela corre como criança banhada na chuva. Ela ri, se diverte e me convence a entrar na dança. Com passos errados, com pressa e sem um pingo de tristeza, eu não resisto, danço sua dança, jogo seu jogo. E se a roupa molhou, isso não importa. Se os livros e documentos se perderam, dane-se! E se o sorriso eu vi nascer daquele rosto? Prefiro dizer que eu ganhei o dia perdendo o juízo. É quase como uma promessa cumprida, é um gozo infinito.
Publicado por jonathasiohanathan em Uncategorized em Fevereiro 4, 2011
Lembro de muitos filmes que eu nunca vi, lugares e pessoas que nunca conheci. Mesmo assim, sempre é muito tarde pra chegar ao fim.
O outro.
Publicado por jonathasiohanathan em Uncategorized em Fevereiro 1, 2011
Eu venho aqui de novo pra falar do tempo. Com uma velha camiseta usada, uma calça desbotada e um tênis desamarrado eu venho aqui pra dizer que mudei. Ver as antigas cartas e as canções mais novas é visitar e cumprimentar vários ‘eu’ no tempo. Cada ‘eu’ com suas roupas, cortes de cabelo, cores e estilos de sapatos. Das músicas que já ouvi nesse tempo todo eu nem conto! Esse meu quarto aberto ao público me põe num palco, onde eu invento a história, toco a trilha sonora, canto meu coração pelo avesso e danço na minha própria dança. Esse, aqui e agora, é meu espelho mais moderno, que ao invés de uma imagem em tempo real, me mostra o gradiente de personalidades e universos que fui.
Esse é mais um bilhete, escrito por meu próprio punho, pregado com um imã na geladeira.
Eu vou e volto o tempo todo.
Juro, João.
Publicado por jonathasiohanathan em Uncategorized em Novembro 19, 2010
Acordar, passar a mão nos cabelos, me olhar no espelho e não te ver em mim. A falta que faz alguém que por pouco tempo esteve aqui, bem perto, muito perto. Eu não sabia seu nome, eu não conhecia teu rosto. Eu e você eramos um. Conectados mais do que por uma fio, ligados por um sentimento. As dores em meu corpo não são maiores que as do meu peito. Eu desejo à mim os piores dias até o fim da minha vida. Eu desejo à mim a eterna dor do arrependimento, o não contentamento, a incapacidade, e a felicidade esquecida. Me vejo à sete palmos por ter me permitido de ver caber um palmo só. Ah, se arrependimento matasse. Ele não mata. Ma-ltra-ta. Maltrata. Nenhuma dor em mim vai ser suficiente pra compensar o que causei à ti. Não foi por mal, nem por querer, foi sem medir, foi como ir querendo ficar, como sorrir querendo chorar, foi como te pedir pra ir querendo te ver ficar. Ninguém te viu, ninguém soube de você. O que eu posso dizer sobre você é clichê como todos os poemas que já li. “Você se foi, mas ficou em mim”. Assim, se contradizendo com a primeira frase. Como a incerteza sobre a sua ida, do meu futuro, das noites perdidas, das mágoas já sentidas. As marcas disso fica, a felicidade não.
Preces.
Publicado por jonathasiohanathan em Uncategorized em Outubro 17, 2010
- Filho faz uma prece pra ter o pão na mesa amanhã
Pede a Deus para lembrar da gente
Promete o que poder, diz que paga assim que der
Diz a ele que eu ainda não esqueci
Das promessas de dias melhores
Do motivo o qual me trouxe até aqui
- Você disse que nunca iria nos deixar faltar nada
Que iria prover a comida, a vestimenta e as alegrias
E não é o que eu tenho visto acontecer
- Pai, será que Ele esqueceu de nós aqui?
Por quanto tempo mais vamos esperar?
Por quanto tempo mais vamos aguentar?
- Filho, não fala assim
Podem ser dificeis os dias
Pode até faltar comida
Mas fome não vamos passar
Ele não vai deixar
- Mas pai, mas quem consegue ser feliz assim?
Vivendo na incerteza da falta do dinheiro,
Vivendo apenas para ter o que comer no fim do dia
- Filho entende que podem ser dificeis os dias
Mas sempre haverá uma melodia
Que você pode cantar e renovar sua alegria
- “Eu nunca esqueço de você
Eu vigio seus passos, seguro tua mão
Te levo em meus braços, acalmo teu coração”
- Então leva contigo meus dias
Me leva até aquele rio onde eu posso me lavar
Toma contigo meu peito, que meu coração já quer descançar
S=So+Vt
Publicado por jonathasiohanathan em Uncategorized em Setembro 24, 2010
Se você pedisse para eu descrever a imagem de meus últimos dias eu lhe diria o seguinte:
Está no fim na tarde… Ou seria início da noite? Bem, não sei bem. É como um filme de rolo. São várias fotos passando em alta velocidade criando a ilusão do movimento. É isso. O movimento é uma ilusão. Tudo está parado, parado demais. Olhando de dentro de um ônibus pela janela é a mesma sensação que se tem. São dois universos vizinhos um do outro. É o mundo que passa do lado de fora, são as pessoas do lado de dentro. Mas voltando ao olhar pela janela… Olhar pela janela é como um filme antigo. Aquele lance do “movimento ilusório”. As coisas paradas lá fora se movem rapidamente e parecem imagens. Não sei, é sério demais para uma conversa descontraída.
Meus caros, são muitas as bobagens já ditas (acima, principalmente), mas percebam: voam os dias. Ontem foi segunda. Hoje é terça. O tempo passa tão depressa que já parece que se passaram um tarde inteira enquanto escrevo isso. Não sei. É sério demais para mim.
- dos dias.
Publicado por jonathasiohanathan em Uncategorized em Agosto 31, 2010
Ela passa a bola e a mãos nos cabelos. Enquanto diz que tudo é uma questão de tempo, ela esquece que já são quase 23h. Ela diz que o papo tá bom, que o café também, mas que eu preciso ir. Me dá um beijo expulsando e diz gostar de quando eu reclamo para ficar um pouco mais. Ri da minha cara fechada, do meu cabelo assanhado e do meu andar desaprendido. Me chama a atenção antes de eu sair pelo o portão, e manda beijos que se dissolvem no ar. Rio de canto de boca, finjo contentamento e que essa semana vai passar mais rápido. Se os carros pesados passam, porque os dias mais leves não? Eu e ela. A matemática que tanto estudo não funciona para nós dois. Juntos somos mais que 30, somos dois-em-um.
Queda-livre.
Publicado por jonathasiohanathan em Uncategorized em Agosto 17, 2010
Eu costumava acreditar nas pessoas, na vinda dos dias melhores e no milagre da reciprocidade. Eu costumava acreditar que acreditar em alguém era prova de amor, era prova de gostar, de querer por perto, de dar uma parte de mim para ela guardar. Eu costumava colocar meus segredos em vocês. Um em cada um. Sem pedir. Era um processo lento e contagiante, repleto de risos e alegrias. Nos dias mais frios até saudade se sentia. Você nem percebia que nos seus sonhos eu depositei um pedaço de mim. Nas suas escolhas um pouco de minha vontade, na sua fala tinha minhas palavras, no teu jeito minhas manias e no teu peito mais um de meus segredos. Eu costumava a acreditar que era dando que se recebe mais. E a cada vez que eu te contava sobre mim, um pouco mais de mim você bebia e eu me embriagava de teus risos. Até que um dia, como uma pedra lançada à um corpo d’água, veio a primeira onda, que ressoou, então vieram outras ondas e nossa casa foi levada por uma onda que nos encheu de tal forma de outras coisas que não sobrou mais nenhum espaço em você para mim. Então eu voltei acreditar que, quando eu digo acreditar, eu acredito mesmo. Que quando eu digo gostar, é porque minha alma precisa até à última gota. Porque quando eu digo não estar mentido, é porque eu vivo por isso. Porque quando eu digo que te espero mesmo no escuro, é porque acredito que o caminho das luzes é compensador. E quando eu disse que queria que você me ligasse, eu já estava esperando por dias.
E há uma antiga frase não se cansa de ser dita:
se algo
importa,
tudo
importa.
Pelos Velhos Tempos.
Publicado por jonathasiohanathan em Uncategorized em Agosto 4, 2010
Volta aqui
me diz o que é que foi
o que te fez mudar assim?
para onde você vai agora?
Senta aqui
Me diz o que você guarda
Qual é o novo plano?
O que vai ser de nós agora?
Volta, me abraça
Canta uma canção pra mim
Canta pelos velhos tempos
Para me fazer feliz, canta
Fica aqui
E venha ouvir de mim
Em mais uma canção que eu fiz
sobre a falta que você faz
Vai
Deixa eu ser parte dos teus planos
Vem
Nada vai mudar o que somos
Vem, me abraça forte
Que esse ainda sou eu
Volta, me abraça
Que esse lugar em mim ainda é seu
Deixa eu te falar de mim
Do que te faz sorrir
Do que te faz bem
Pelos velhos tempos, vem
Pra me fazer feliz
dos dias.
Publicado por jonathasiohanathan em Uncategorized em Julho 29, 2010
Me recupero e reencontro o foco
Lembro do que me trouxe aqui
Eu sei, pode parecer estranho
Meu bem, eu sei,
pode parecer demais
Então eu paro e penso
E vejo tudo que passamos pra chegar até aqui
Os sorrisos, as brigas, os planos, os sonhos
Meu Deus, pode parecer demais
Mas eu venho te lembrar o que me trouxe até aqui
É aquele velho amor que sinto por você
Que me assalta o peito e
te aponta como principal suspeito
Pode parecer demais, eu sei
Meu bem eu juro que sei
Mas eu só queria um pouco mais de tempo
Pra ficar com você
E depois do foco, me reencontro por aí
Visto um bom sorriso, te chamo pra sair
Para assistir um bom filme, vê o universo crescer
Para assistir sua vida passar da primeira fila
Então eu lembro do que me prometi
“Nunca pedir mais do que você tem pra mim”
E vejo o quanto sou culpado por tudo isso
Pelo que faço, pelo o que digo e o que não (digo) também
Então eu paro e penso
E vejo tudo que esperamos para chegar aqui
Dos sorrisos, dos dias, das canções que fiz
Meu amor, pode parecer estranho, eu sei
Meu bem eu juro que tentei
Não ver o tempo parar, escorregar das minhas mãos
Eu só queria fazê-lo parar pra ficar com você
Só pra ficar com você
A importância do tempo. – pt.2
Publicado por jonathasiohanathan em Uncategorized em Julho 20, 2010
A espera. Ela tortura. Arranca um pedaço do peito. Traz a angústia. Você não pode fazer nada. É como estar no escuro, de mãos atadas, sem ninguém por perto. E você reza. E espera. E é torturado. Angustiado. Preso. Imóvel. Perdido. Desolado. Tudo o que você queria era poder ajudar, estar lá, ao lado, segurando na sua mão, dizendo palavras de um silêncio incomum. Queria confortar, mesmo sem saber como. E você quer parar o tempo, calar a dor, evitar o futuro. Então vem o medo. Te toma em assalto, te faz refém. E a cada ‘tic’ do relógio teu coração para. Corre. Sobe. Vai à tua boca mostrar teu gosto. Você chora. Treme. Senta. E chora. Só chora. Tem esperança e medo. Ao mesmo tempo. O tempo todo. Aí sim.
É a outra importância do tempo. Daquele mesmo jeito. Pela continuidade do correr do rio. Pelo recomeço da sua vida. Pela continuidade da minha. Por sua vida através da minha.
A importância do tempo. – pt1.
Publicado por jonathasiohanathan em Uncategorized em Julho 8, 2010
Contar o tempo. Fazer dele seu aliado ou conhecer teu pior adversário. Fechar os olhos, esquecer de tudo que existe. Manter o foco. Lentamente se permitir não ouvir nenhum som, não sentir nenhum perfume. Agora você está pronto para ver aquilo que só existe verdadeiramente longe de todos os sentidos.
Você dorme bem a noite? Com o que você sonha? Ah, eu sonho todo o dia o mesmo sonho. Todo e singular dia. O mesmo sonho. E quando eu o alcançar, eu não sei quem vai estar lá na linha de chegada. Ou sei?
Pelo o que você vive? O que importa pra você?… Porque pra mim já tanto faz, já não sei mais. O que é mais importante vem em primeiro lugar? Mesmo? Isso eu também não sei. É relativo. Mas pra mim, o importante passa à frente.
O importante é ser feliz. Eu vou. Eu quero. Eu sei como ser.
café frio.
Publicado por jonathasiohanathan em Uncategorized em Julho 7, 2010
Recomeço e reconstrução. Seria o título. Mas deixa assim. Nestes dias, onde o silêncio impera, eu me encontro mais. Me encontro em cada caminhar, em cada audição de velhas e novas canções. Estou cansado de perder pro tempo. Estou cansado de tanto assalto à minha paz. Eu quero mais ficar aqui. Quieto. Parado. Vendo o tempo passar por mim e girar o mundo. A vida se cansa de resistir aos dias. É um salto em queda-livre ao futuro. É a fila de espera para o novo amanhã. É tudo aquilo que quero e não sei dizer. É tudo aquilo que sei e canto. Ou não. Eu gosto mais de não saber. Eu gosto mais de ficar em paz. De conhecer.
De mãos dadas.mp3
Publicado por jonathasiohanathan em Uncategorized em Julho 5, 2010
Essa música está escrita faz um tempo já. É uma das minhas favoritas, apesar de pequena e simples. Disponibilizo essa versão contendo inúmeros erros, mas que achei sincera suficiente para caber aqui e compartilhar com vocês amigos.
Traz o meu mundo de volta pro lugar
Vem ser meu Sol pra você eu transladar
Vem ser o vento que sopra no meu mar
Que eu iço as velas pra você me levar
Amor, aonde você me soprar
Eu vou aonde seu amor for me levar
Estou disposto a mudar por você
Se prometer que vai ficar
E levar a tristeza pra longe daqui
E ficar por perto, é o que eu espero
E caminhar com as mãos dadas pra qualquer lugar
Ir pra qualquer lugar, um fim de tarde em qualquer lugar.
Love Song #01
Publicado por jonathasiohanathan em Uncategorized em Junho 21, 2010
Não há dinheiro no mundo que compre tal felicidade
Não hora, dias nem limites para ser (e te ver) feliz
Não há idade, só esperança e coragem
Pra fazer da vida o que sempre quis
O amar, o ajudar, o caminhar
Dividir para ganhar, se perder
Dançar no escuro, respirar bem fundo
Fechar os olhos pra ver acontecer
Não há nada nem ninguém
Não há força ou arma qualquer
Que seja maior que nós
Que seja mais forte que o que nos une
Essa força que nos invade
Que faz jorrar lágrimas de felicidade
Nos faz sentir o amor de verdade
Que nos cura como milagre
Amor, esta noite vamos caminhar entre estrelas
Vamos andar sobre o mar
Hoje o amor está aqui
Pra você e pra mim
Mossoró, 23h44min, 30 de abril de 2010.
MÚSICAS PARA DOWNLOAD
Publicado por jonathasiohanathan em Uncategorized em Maio 26, 2010
Foi atualizada a página onde podem ser encontradas as músicas do projeto 30deOutubro (www.30deoutubro.wordpress.com/musicas). As músicas foram gravadas no segundo semestre do ano passado. A gravação é caseira e não foi realizada em estúdio.
Para ouvir, baixar, comentar, reclamar, mandar link para os amigos (gostando ou não das músicas), é só acessar: www.30deoutubro.wordpress.com/musicas (OFICIAL) ou o HDVIRTUAL no 4SHARED (www.30deoutubro.4shared.com).
Ou simplesmente:
CLIQUE AQUI!
Homeostase
Publicado por jonathasiohanathan em Uncategorized em Maio 6, 2010
Faz falta. Faz tempo demais. Ou talvez não. É porque na velocidade que passam as coisas, a gente mal percebe; e quando percebe, nem nos convencemos que uma parte tão pequena do tempo pareceu passar num tempo bem maior. Maior? Do que o quê? Tempo não tem tamanho, assim como o sentimento que não tem forma, e, as vezes, nem sentido. É não-vetorial. Tempo se mede vivendo um sentimento, e não se vive um sentimento medindo tempo. Sentimentos são atemporais, ou não, pode não ser, vai depender se tem sentido, motivo e intensidade. Isso sim, é quase vetorial. Mas é mais que isso, pode ser amor. E é. Mas amor é aquela canção que fica escondida dentro da última gaveta, ou no fundo de um coração qualquer, assim, única, como o coração daquele que se permite amar, daquela mesma forma, singularmente sutil.
pra ser vendido.
Publicado por jonathasiohanathan em Uncategorized em Abril 8, 2010
Você quer um sonho, só isso. Se não, quer qualquer coisa que lhe mostre as coisas mais próxima do seu jeito. É isso, você quer ver-ser-crer-viver num mundo perfeito pra ti. Sendo assim, escreva a você mesmo cartas sobre o que gosta de ler. Leia, releia, decore, responda e se faça entender. Só não deixe se iludir. Ou melhor, até deixe. É isso que te faz bem. A comodidade, e só. Não fale de coisas, desejos e sonhos que nunca teve e apenas os anseia. Viva agora. Foi o conselho que tu me deu. É o conselho que te dou.
nº.752
Publicado por jonathasiohanathan em Uncategorized em Março 19, 2010
Eu vejo um homem caminhar. O vejo limpar o suor em tua testa enquanto vai sendo engolido pela noite. Um homem só, que não vê o medo em morrer. Um homem que tem o futuro em teu olhar e sonhos no teu coração. Não vá tão cedo, não ceda ao medo. Não me machuque mais. E cada vez que eu o caminhar de um certo homem eu me vejo no futuro, e descubro um mundo que não me satisfaz. Não acorde do teu sonho se não achar melhor assim, mas saiba que em você eu posso encontrar a mim. É você que eu vejo quando olho em mim.
A fuga.
Publicado por jonathasiohanathan em Uncategorized em Março 19, 2010
E cada vez eu reconheço mais meu rosto. Como um câncer, cresce, cada dia mais. Silenciosamente. É no fim do dia que isso se torna mais perceptível. Todo dia cai no esquecimento quando durmo. Se perde, assim, do nada.
É cada mais mais perceptível que tudo que tenho falado não faz mais nenhum sentido. Acho que isso indica o quanto eu me perdi nestes últimos dias. Ou me achei. É uma possibilidade, eu acho. Ou não.
Me molde. Faça de mim o que bem entender. Me desconfigure. Me faça esquecer de mim. Me deixe órfão no fim. É sempre assim. Alguém vai saber do que se trata. Se não souber, serve de exemplo de momentos de lucidez.
sua efígie em mim.
Publicado por jonathasiohanathan em Uncategorized em Fevereiro 20, 2010
O de hoje é simples. É assim, sem a necessidade de rimar, de agradar a ninguém. Não precisa de um vocabulário rebuscado, de palavras que sequer sabemos bem o significado, e também não precisa soar bem.
Sabe, é como aquela velha canção, ‘é que eu preciso de dizer que te amo’, moça. Sabe, outra vez, da mesma vez que digo todo dia, a cada ligação, e, as vezes tão baixo, que você nem ouve. Na verdade, as vezes você nem está por perto, ou sequer falo, só penso. Você sabe, eu espero que sim. Se não souber, ou não conseguir ouvir (certo amor?), pede que eu grito o mais alto quanto eu posso.
Bem, quer saber mais? Mesmo? Fica por perto, anjo.
É só isso.
Te amo, flor.
Rarefeito.
Publicado por jonathasiohanathan em Uncategorized em Fevereiro 16, 2010
O fim da festa. Confetes e serpentinas no chão. Máscaras caídas em seu colo, o rastro de uma lágrima que correu as maçãs de teu rosto e te marcou por dentro. Com a beleza de toda a futilidade que provoca desejo, você me encanta. Você me tem nas mãos, como um punhal que brilha na sede de mais um corte. A espectativa de um futuro derramada no chão da avenida, tão doce quanto a decepção por não se decepcionar. Um jogo repleto de áses, frases repletas de crases e vidas de indas e vindas. Provocadora e sedutora como um sorriso sínico de um traçoeiro amante, o riso mais doce nos lábios que te levará ao seu fim. Os mesmos lábios que beijam cuspirão tem tua face as palavras que ficam engasgada após o fim de cada ligação. Não entendeu nada? Duvido! Ao amor perfeito, ao amor raro e feito, ao rarefeito. Então, que o espetáculo do amor começe, assim, já esperando o fim. O que sobrar de nós vai ser lucro. O que sobrar de amor será remorço. O que sobrar de risos será irônia. Vida a ti. Viva a mim. À vida em nós! Um brinde pro que há de vir. Amém!
sobre amor de carnaval.
O fim de tudo. O fim do mundo.
Publicado por jonathasiohanathan em Uncategorized em Janeiro 21, 2010
Um passo à frente. Um descuido na vigia e toda sua fortuna está em risco. Seu coração antigo, com velhas manias, costumes quaisquer, idiotices do dia-a-dia, tolices que você pensa e não diz pra ninguém. E quando chegar, sem se apresentar e dizer o nome, não há mais tempo de proteger o que é teu. Não haverá um pedido, uma apresentação formal. Aperto de mãos, abraços? Nada disso. Só um adeus. Um completo adeus à tudo aquilo que você foi um dia. Um furto engrandecido, um coração arrependido. Arrependido? Só do atraso. O amor é maior que tudo. O amor é maior que tudo! O amor é o começo da vida. É o fim de tudo. O fim do mundo num bater mais acelerado no peito. Corra sem olhar pra trás. Feche os olhos sem ter a certeza do chão em que pisa, sem medo. O amor vai te levar pra casa, amor. A partir de hoje. A partir de… quando? Eu já não lembro mais.
Publicado por jonathasiohanathan em Uncategorized em Janeiro 7, 2010
O amor e o trânsito são semelhantes. Digo, quanto ao cuidado e atenção.
pensei nisso agora.
Trinta de Dezembro
Publicado por jonathasiohanathan em Uncategorized em Janeiro 4, 2010
Um dia comum para qualquer um. Parecia que ia chover e choveu. Assim, foi num fim de tarde, foi à vinte e um anos atrás. Eu me lembro bem de como tudo aconteceu, talvez você nem saiba que dia é hoje. Eu lembro bem das roupas que usávamos lá, e você nem sabe escolher sozinho o que vestir. Eu lembro do teu sorriso, do cheiro do perfume que te dei misturado com teu suor naquela camisa listrada. Eu me lembro também que eu tinha me prometido não mais pensar neste dia. Eu me lembro ter prometido não mais pensar. Eu me lembro de ter me proibido de me realimentar de lembranças. Eu não me lembro mais como tudo isso começou, o fim. Mas estou certa de que não era assim que terminava nosso final feliz.
A primeira estrela
Publicado por jonathasiohanathan em Uncategorized em Dezembro 8, 2009
- Está uma noite linda hoje, não, meu jovem? – perguntou-me um senhor com os cabelos descoloridos pelo o tempo, com marcas dos sorrisos e choros em teu rosto e com as mãos calejadas do trabalho e um tom cansado na voz. Ele era gordo e de estatura mediana.
- Sim, sim! Está sim senhor. – respondi, um tanto espantado, é verdade. Não era comum tal senhor conversar com alguém, e eu penso que eu seria a última pessoa com quem ele iria falar. Nunca haviamos nos falado antes.
- Posso sentar aqui contigo enquanto meu filho vem me buscar?
- Claro, fique a vontade, seu Paulo.
Seu nome eu lembrara de uma das conversas onde minha mãe falava de tal senhor que morava à frente de nossa casa, e do sucesso profissional de teus filhos e de um outro que, diferente dos demais, se perdeu da vida na bebida, junto com a esposa e os três filhos.
- Como andam as coisas? Você é neto da Dona Olívia, certo?
- Sim sou sim. As coisas andam bem. E com o senhor?
- É, meu filho, já vivi tanta coisa que o que vivo hoje é tedioso. Passo o dia em casa, assistindo a droga de minha TV. Sabe, eu gostava de quando eu era jovem… Ah, como eu gostava!
- É, eu ainda sou novo, mas já me considero velho. Porém, penso ainda ter tempo suficiente para fazer as coisas que gosto…
- Eu também pensava assim, quando tinha mais ou menos sua idade. Porém, vai te chegar um tempo onde o mundo vai caminhar mais rápido que seus passos, e, se isso já acontece naturalmente, irá ficar mais perceptível, a cada dia que se passa. As semanas vão ser engolidas como se fossem atraídas para o interior de um buraco negro. Então, garoto, você já irá ter filhos, netos, e tudo mais, menos cabelos e um rosto bonito.
Após ele me falar isso, eu ri um pouco, educadamente, tentando evitar que ele percebesse. Ele falava sério, com uma espécie de revolta cuspida nas palavras, e ele continuou…
- Olha, eu tenho dez filhos. Oito deles são formados. Os outros dois… ah, os outros dois… Um é viúvo, começou a trabalhar cedo e não concluiu os estudos. Inventou de casar cedo, e teve três filhos. Depois que a mulher dele morreu num acidente de carro, ele ficou dependente de álcool. O outro filho, na verdade uma filha, nunca quis nada com a vida. Fazem dois anos que não a vejo e que não tenho notícias dela. Sabe, doe o peito isso. Tenha uma coisa muito fixa na tua mente: seus amigos vão mudar, vão te trocar por qualquer promessa de futuro que lhes caiba no bolso; amores?! Ah, esse você terá muitos mais, isso é, se é que você já teve! Agora, meu filho, pais são pais a vida toda. E filhos sempre serão filhos, a vida inteira. Mesmo que os pais um dia morram, e morrerão, mesmo que os filhos morram antes, e talvez morram, mas pais sempre serão pais, e filhos sempre serão filhos.
Ele continuava sério, e mas não me encontrava o olhar. Ele olhava fixamente para a rua, enquanto estavamos sentados na calçada, na noite agora mais escura. E, outra vez, continuou:
- Aprenda a perdoar, a não guardar mágoas. Colecione sonhos e troque com os outros, como se fossem figurinhas. O que é a vida se não um grande álbum de figurinhas e fotografias?! Ame, e não se arrependa jamais daquilo que fizer por amor. Nem antes nem depois de tê-lo feito. Ame na frequência exata para que os dois corações pulsem o mesmo sentimento. Entenda e guarde isso: o tempo é curto. Sem pre é, não importa o quanto o tenha.
O senhor se levantou, sem que eu conseguisse dizer mais nenhuma palavra, e falou:
- Não sei se essa nossa conversa vai lhe servir um dia, mas quem sabe você agora não tem um bom motivo para lembrar de mim, além daquela imagem de ‘o senhor sentado na calçada em frente’, não? Chegou meu filho, tenho que ir. Até mais! Fica com Deus, e manda lembranças para tua avó.
Com um aceno rápido e discreto, o senhor se levantou e foi caminhando lentamente até o carro do teu filho, que me olhou e acenou também.
Publicado por jonathasiohanathan em Uncategorized em Dezembro 3, 2009
para um recomeço só é preciso de:
- um fim;
- um bom motivo pra voltar.
Fazer valer a pena.
Alameda Senhor do Bom Fim.
Publicado por jonathasiohanathan em Uncategorized em Dezembro 3, 2009
Ela corre na avenida. Corre contra o tempo, contra a gravidade e inércia. Comenta a gravidade dos fatos e gestos. Lembra-se do início, planeja o meio e se esquece de ter um fim. É uma alameda. A vida passando na avenida. É ela e seus óculos escuros, nas sirenes da viela, no cheiro de gasolina. É ela e a cidade. O contraste do que há de mais belo e sereno, num papel de parede acizentado da cidade que cresce. Ela é o vermelho-encarnado, sobrepondo-se ao que há de mais sagrado. É ela desmintindo a física, a lógica e todas as crenças. Ela é o que o mundo quer. Ela quer o que ninguém mais quer. Ela é assim: o melhor frasco e o melhor perfume. Ela é o azul do céu e todos seus nuances. Para definí-la são tantas as palavras, que no final não me resta nenhuma.
A Vida A1
Publicado por jonathasiohanathan em Uncategorized em Outubro 29, 2009
VIDA: Conjunto de propriedades e qualidades graças às quais animais e plantas se matêm em contínua atividade; existência; A vida humana. O espaço de tempo que vai do período da vida; biografia; modo de viver; força, vitalidade;
É isso?! É isso e só?! E os outros ‘fenômenos’? E as dores? E os risos? As amizades? Os amores? Inimizades, vontades, desejos, sonhos, planos, decepções, anseios… Tudo se resume nisso?! Todos os momentos felizes com teus queridos, com os nem tão queridos assim; todas as supresas, diversões e mágoas; toda a maravilha de existir, de ser, de poder estar, se torna isso no fim?! Três linhas com palavras pretas que muitos nem conseguem entender?!
Me desculpem o clichê, mas, superficialmente assim, já dá pra perceber: definir é limitar.
Falta um.
Publicado por jonathasiohanathan em Uncategorized em Outubro 23, 2009
Que falta faz as coisas simples! É tão grande que nem mesmo o tempo é capaz de medir. A falta de falar simples sobre as coisas simples da vida. Falar da falta é admitir importância. Há falta no pensar e por todo o lado. Há falta em cada flor que se move na copa de uma ou mais árvores numa praça no caminho de volta de tua casa. Há falta dos entardecer à dois. Sentir falta da felicidade é admitir carência da mesma. Isso é simples. Elementar! A felicidade é difícil para quem é acostumado com a dor. Lutar em par é melhor, se o lado for o mesmo, amor. Sendo assim, vem pra esse lado, num passo apressado, [com um] vestido emprestado de alguém.
corremão.
Publicado por jonathasiohanathan em Uncategorized em Outubro 17, 2009
Uma casa no topo de uma colina. Uma vista que tem sua beleza ampliada por um pôr-do-Sol.
[...]
- Efraim, aí está…
- … Paloma, eu não consigo entender…
- O quê, Efraim? O que você não consegue entender? Por onde você andou a tarde inteira?
- Seria possível alguém ficar sem pensar em completamente nada? Seria possível esvaziarmos as nossas mentes por alguns instantes e não pensar em nada?
- O que você tem Efraim? Você está bem? …vem que eu te levo!
- Paloma, estou aqui há duas horas. Você não seria capaz de entender… Estou aqui há duas horas e não consigo pensar em nada. As palavras aparecem e somem rapidamente em minha cabeça. Seriam como fumaça que se vai no ar. O que há de errado comigo? Sinto como se a vida estivesse escapando por entre os meus dedos, a cada instante. Já cheguei a pensar que Deus deu de ombros para mim, que ele me abandonou à minha própria sorte.
- Efraim, pare com isso! É sério…! Vem, vamos voltar para casa que eu te faço um café. Vem… Me dá a mão…
- Não, Paloma! Eu quero ficar aqui! Eu quero entender o porquê!
- Efraim, não há graça em descobrir os segredos da vida. Nós simplesmente temos de viver. Talvez quem já chegou perto de os descobrir tenha perdido o gosto pela vida, tenha deixado de se encantar com as coisas da vida…
- … E quem falou em descobrir os segredos da vida, Paloma? Sabe, eu não quero mais ser feliz. Eu não quero mais ser bem sucedido, eu não quero mais ter as melhores pessoas ao meu lado, eu não quero mais sentir prazer. Isso tudo é ilusão para mim! Eu preciso sonhar com coisas menores, como os pequenos detalhes. Eu preciso começar uma obra em mim… Uma obra… é… uma obra…
- Efraim, você está me assustando!
- Te assustando?! Faça-me rir, Paloma! Você tem tudo que você sempre quis! Teve amigos de infância, pais que te amaram e que te deram tudo que você quis, teve como namorado os rapazes mais exemplares, as melhores oportunidades, os melhores cargos… E eu? O que eu tenho? Eu tenho uma vida posta para secar no varal! Eu estou lá, esperando um vento para levar o fardo de mim!
- Pare com isso… Por favor…!
- EU PRECISO ME ACHAR! Preciso enxergar em mim a razão de ainda ser. Eu preciso descobrir quem sou. Eu preciso ter algo para me firmar. Eu preciso de um rumo! Eu preciso mudar, rapidamente, Paloma! EU PRECISO MUDAR!
- Efraim, por favor, não fale assim. Venha, vamos voltar, já está ficando escuro, vem!
- Paloma, desista de mim! Não arruine sua vida!
- Efraim, para! De uma vez por todas, já chega!
- Por favor…
- Efraim, eu estou do teu lado. Eu vou estar ao teu lado. SEMPRE! Eu sou tua amiga, e não vou te deixar de lado.
- Você também sabe que é quase uma irmã para mim…
- Sei, Efraim, e eu te amo por isso. Eu sou tua amiga por essência! Já faz parte de mim. Você agora é mais que um irmão para mim.
- Também te tenho como uma irmã, Paloma, mas me deixa aqui!
- Eu não vou te deixar aqui! Se ficares aqui, eu ficarei contigo até o fim! Mas vem, vamos voltar para casa!
[dedicado àqueles que ainda acreditam nisso. Nisso?]
Panorâmica.
Publicado por jonathasiohanathan em Uncategorized em Outubro 5, 2009
Meu bem, eu quero que você feche seus olhos agora para enxergar o que realmente está acontecendo agora. Eu quero que você fique sentada aí na beira da cama, como estás e só me ouça enquanto eu falo. Eu queria poder contar com exatidão meu estado hoje. Sabe, parece que hoje eu acordei com um novo vigor. Letícia, foi como se a luz do sol que entra por essa janela tivesse penetrado em minha pele e entrado em minhas veias e eu tivesse sido consumido por uma nova energia. É como se dentro de mim, neste exato momento, agora mais estando aqui contigo, existisse uma luz dentro de mim se acendendo. É como se uma música estivesse presa em minha garganta e pronta para sair com toda a força em meu próximo suspiro. Amor, é.. é.. é como se todas as cores estivessem reunidas em volta de meu coração, como se novos ares enchessem meu pulmão me renovasse meu ser. Não sei, mas esses últimos dias eu tenho te sentido cada vez mais como uma parte de mim. Você consegue imaginar amor? Você é capaz de vislumbrar o que eu te digo? – disse se aproximando e tocando seus ombros suavemente ao sentar na beira da cama, enquanto ela continuava de olhos fechados, sorrindo e chorando levemente. Meu bem, é com prazer que lhe digo agora o quanto é bom te ter do meu lado todos os dias. Sério, eu jamais serei capaz de te dizer o que sinto quando te vejo assim perto de mim. Me sinto realizado. Me sinto na obrigação de ser o homem mais justo perante Deus por ele ter te posto em minha vida. Amor, eu sou incapaz de me ver longe de ti. Me sinto ridículo e tolo quando digo algo que te ofende, que te machuca, que te fere. Logo eu, que só quero ser alguém bom para ti. Talvez seja o mínimo que eu poderia ser como uma maneira de te agradecer por ser para mim essa pessoa incrível que és. És minha base, meu alicerce. É em você que eu me sinto livre para contar meu males. É em você que encontro minha esperança de alegria, de ser alguém melhor. Você é meu porto amor, e meu mar, e o vento que me leva até lá. Sou realizado por ter do meu lado essa mulher maravilhosa, sábia e amorosa que és, meu bem. Eu te amo, e você sabe disso, mas é algo que não me canso de dizer. Me faz bem. Te ver sorrindo me anima a cada dia querer te fazer mais e mais feliz. E é por isso, amor, que agora eu te convido para ficar comigo até que tenha fim as cores, os perfumes e os sons. Isso não é um pedido de casamento, de noivado, nem de algo assim. É um pedido de amor sincero. É um pedido de amor total. É um pedido de cumplicidade eterna. E de amor maior que o amor. Um amor que cresce a cada dia, mais!